Paraíba investiga mortes de duas crianças por síndrome rara ligada à covid-19; 2 casos foram confirmados

morte de duas crianças estão sendo investigadas na Paraíba. A suspeita é que os óbitos tenham sido provocados pela Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica, conforme informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

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A morte de duas crianças estão sendo investigadas na Paraíba. A suspeita é que os óbitos tenham sido provocados pela Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica, conforme informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

A SES informou nesta segunda-feira (31), que dois casos já foram confirmados, dois foram descartados e cinco casos ainda estão sendo investigados no Estado.

A síndrome acomete crianças e adolescentes. Ela pode surgir em crianças e adolescentes que tiveram o novo coronavírus e pode levar à morte.

Diante da síndrome, os Estados têm se mobilizado para fazer uma vigilância eficiente em saúde a fim de monitorar e notificar as ocorrências ao Ministério da Saúde.

O Brasil contabiliza atualmente mais de 140 pessoas identificadas com a condição ou com quadro suspeito e várias mortes.

No fim de abril, países da Europa começaram a relatar um conjunto incomum de sintomas em crianças. Já no começo de maio, foi a vez de os Estados Unidos reportarem hospitalizações relacionadas ao quadro, que começa com febre e pode apresentar manchas vermelhas pelo corpo.

O quadro descrito como síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) pode afetar pessoas de 0 a 19 anos. A maioria dos casos conhecidos tem relação com o novo coronavírus, mas, por ora, as evidências são inconclusivas quanto à relação de causa e efeito. Tem-se uma relação temporal, em que a condição é identificada semanas após a contaminação, mesmo depois de uma boa evolução da covid-19.

Embora os casos sejam recentes no Brasil, com orientações do Ministério da Saúde para notificação a partir de julho, há registros anteriores a isso. A partir do momento em que os Estados começaram a ser notificados pelo ministério sobre a necessidade de monitoramento dos casos de SIM-P, alertas foram emitidos a todas as unidades de saúde e centros de operações de emergências foram criados. Elaborar informações que orientem os profissionais também faz parte da organização.

Segundo os médicos, a internação de pacientes da síndrome é regra, até mesmo pela necessidade de tratamento com medicação intravenosa e observação do quadro clínico.

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