Lula vê leve recuperação na aprovação, mas segue com alta reprovação, segundo Datafolha

Quando questionados diretamente, 49% disseram desaprovar o governo Lula, enquanto 48% afirmaram aprovar — um empate técnico, considerando a margem de erro. Outros 3% não souberam responder.

Após iniciar 2024 enfrentando o pior índice de aprovação de seus três mandatos, o presidente Lula (PT) conseguiu estancar a crise e viu uma leve melhora na avaliação de sua gestão, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (5) pelo Datafolha. O levantamento mostra que a proporção dos que classificam o governo como “ótimo” ou “bom” subiu de 24% em fevereiro para 29% agora em abril.

Apesar da recuperação parcial, o índice ainda está abaixo da reprovação, que hoje é de 38% para “ruim” ou “péssimo” — antes eram 41%. A avaliação “regular” permanece em 32%.

O Datafolha ouviu 3.054 pessoas em 172 municípios entre os dias 1º e 3 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Crise e recuperação

A queda inicial na popularidade de Lula foi impulsionada por fatores como a alta no preço dos alimentos, pressões inflacionárias e a crise em torno do Pix, marcada por fake news sobre uma suposta taxação. Em meio a críticas internas, o governo promoveu uma mudança na Secretaria de Comunicação Social (Secom), colocando o marqueteiro Sidônio Palmeira no comando da pasta.

Apesar da reação, os números atuais representam o segundo pior momento da gestão Lula 3, ficando acima apenas do registrado em fevereiro. Para efeito de comparação, em dezembro de 2023, Lula tinha 35% de aprovação e 34% de reprovação.

Percepção futura e impactos sociais

A pesquisa mostra que a expectativa sobre o futuro do governo também esfriou. Pela primeira vez, o índice de brasileiros que acreditam que Lula fará um governo “ótimo” ou “bom” (35%) é igual ao dos que esperam um governo “ruim” ou “péssimo” (35%). Outros 28% acham que será “regular”.

Quando perguntados se a vida melhorou desde o início do governo Lula, apenas 28% disseram que sim, contra 29% que afirmaram ter piorado. A maioria (42%) respondeu que nada mudou.

Recortes sociais e regionais

  • Mulheres: Avaliação “ótima ou boa” subiu de 24% em fevereiro para 30% em abril.

  • Mais pobres (até 2 salários mínimos): Oscilação de 29% para 30%, ainda distante dos 44% registrados em dezembro.

  • Escolaridade superior: Crescimento expressivo de 18% para 31%.

  • Renda de 2 a 5 salários mínimos: Subiu de 17% para 26%.

  • Renda acima de 10 salários mínimos: Avaliação positiva também subiu para 31%.

Destaque por regiões

  • Nordeste: Lula segue mais bem avaliado, com 38% de aprovação, embora abaixo dos 49% de dezembro.

  • Sudeste: Avaliação positiva subiu de 20% para 25%.

Disputa de narrativas

Apesar dos índices ainda modestos, o governo prepara uma ofensiva de comunicação. Segundo apurado, contratos de propaganda de ministérios, bancos públicos e estatais podem chegar a R$ 3,5 bilhões neste ano. Na última quinta-feira (4), o Planalto promoveu o evento “Brasil Dando a Volta por Cima”, com balanços e tom de campanha.

Aprovação x desaprovação

Quando questionados diretamente, 49% disseram desaprovar o governo Lula, enquanto 48% afirmaram aprovar — um empate técnico, considerando a margem de erro. Outros 3% não souberam responder.

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