
A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (26), a terceira redução no preço da gasolina em um intervalo de sete meses. Os novos valores passam a valer para as distribuidoras a partir desta terça-feira (27).
O corte foi de 5,2%, fazendo com que o preço médio de venda da gasolina A da estatal para as distribuidoras caísse para R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14.
Desde junho de 2025, já foram três diminuições, todas próximas da casa dos 5%. Somente em 2025, a Petrobras realizou duas reduções. A primeira ocorreu em 2 de junho, quando o preço médio passou para R$ 2,85, após um corte de 5,6%, equivalente a R$ 0,17 por litro.
Em outubro do ano passado, a estatal já havia promovido outra redução, de 4,9%, fazendo o valor médio cair para R$ 2,71 por litro, com diminuição de R$ 0,14.
Estados com a gasolina mais barata
Levantamento recente aponta os estados com os menores preços médios da gasolina comum no país:
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Maranhão: R$ 5,91
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Piauí: R$ 5,93
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Alagoas: R$ 5,99
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Paraíba: R$ 6,01
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Mato Grosso: R$ 6,08
Segundo a Petrobras, desde dezembro de 2022, os preços da gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 por litro, o que representa um recuo de 26,9%, já considerando a inflação do período.
Diesel sem alteração
No mesmo comunicado, a Petrobras informou que não haverá alteração no preço do diesel neste momento. Ainda assim, a empresa destacou que, desde dezembro de 2022, a redução acumulada do diesel, considerando a inflação, chega a 36,3%.
A estatal explicou que a redução no preço da gasolina está relacionada à defasagem acumulada em relação aos valores praticados no mercado internacional.
Preço médio ao consumidor
Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que, entre 18 e 24 de janeiro de 2026, o preço médio da gasolina comum no Brasil foi de R$ 6,33, com variação entre R$ 5,28 e R$ 9,29.
No mesmo período, a gasolina aditivada registrou preço médio de R$ 6,55, com valores oscilando entre R$ 5,49 e R$ 9,69.
Impacto nos postos
Apesar do anúncio da Petrobras, a redução não significa queda imediata nos preços cobrados ao consumidor final. O valor nas bombas depende de outros fatores, como tributos estaduais e federais, custos logísticos, margens de distribuição e revenda, além das características de cada região.



