Eventos noturnos em clube de João Pessoa passam a ter horário limite de encerramento

O órgão deverá avaliar se há eficiência mínima de pelo menos 30% de redução da sonoridade, comprovada por laudo técnico circunstanciado.

Os eventos noturnos realizados no Esporte Clube Cabo Branco, no bairro de Miramar, em João Pessoa, deverão ser encerrados impreterivelmente às 0h30, sem qualquer tolerância, pelo menos até o dia 30 de agosto deste ano.

A medida foi definida em audiência extrajudicial realizada na última sexta-feira (13), no âmbito do Inquérito Civil nº 001.2023.022829, que apura denúncia de suposta poluição sonora atribuída ao clube.

A reunião contou com representantes do Ministério Público da Paraíba, da Superintendência de Administração do Meio Ambiente e do Esporte Clube Cabo Branco. A audiência foi conduzida pelo promotor de Justiça Edmilson de Campos Leite Filho.

Irregularidades e licenciamento

Segundo o MPPB, o objetivo foi consolidar informações técnicas e administrativas relacionadas a irregularidades constatadas em evento realizado no dia 31 de janeiro de 2026, além de estabelecer medidas provisórias enquanto não for regularizado o licenciamento ambiental definitivo do empreendimento.

De acordo com o presidente do clube, o projeto de isolamento acústico já foi protocolado na Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam), mas ainda aguarda análise técnica e aprovação.

Enquanto o licenciamento não for concluído — especialmente no que se refere à implantação do isolamento acústico — todos os eventos noturnos internos deverão obedecer rigorosamente o horário limite estabelecido.

Multa em caso de descumprimento

Em caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 50 mil por evento, além de outras medidas administrativas e judiciais que poderão ser adotadas.

O clube também assumiu o compromisso de respeitar os limites legais de emissão sonora e de informar previamente artistas e produtores sobre a possibilidade de interrupção das apresentações caso o volume ultrapasse os níveis permitidos.

Fiscalização e exigências técnicas

A fiscalização ficará sob responsabilidade da Sudema e da Semam, com apoio da Polícia Militar Ambiental.

O Ministério Público determinou ainda que a Semam informe detalhadamente o estágio do licenciamento ambiental, incluindo análise do projeto de isolamento acústico. O órgão deverá avaliar se há eficiência mínima de pelo menos 30% de redução da sonoridade, comprovada por laudo técnico circunstanciado.

O cumprimento integral do acordo será considerado na análise final da regularidade ambiental do empreendimento dentro do inquérito civil em andamento.

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