A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (27), a Operação Share 2, com o objetivo de reprimir crimes de armazenamento, compartilhamento e venda de imagens e vídeos com conteúdo de abuso sexual de crianças e adolescentes.
Foram cumpridos três mandados judiciais, sendo um de busca e apreensão e dois de prisão preventiva.
Investigação
De acordo com a PF, as investigações apontaram que os dois presos preventivamente praticavam diversos crimes relacionados à exploração sexual infantojuvenil. Consta nos autos o compartilhamento de imagens e vídeos de abusos contra crianças, além da oferta e comercialização do material ilícito.
Por se tratar da segunda fase da operação, a análise das mídias apreendidas na etapa anterior revelou a existência de venda de conteúdo criminoso, com tratativas e pagamentos realizados em dólares e criptomoedas, como bitcoin, inclusive com movimentações no exterior.
A Justiça também determinou a quebra do sigilo telemático dos aparelhos e suportes de mídia apreendidos.
Penas previstas
Se condenados, os investigados poderão cumprir penas que, somadas, podem ultrapassar 15 anos de reclusão, conforme previsto na legislação brasileira, incluindo dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Embora a legislação ainda utilize o termo “pornografia”, organismos internacionais recomendam o uso das expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem com maior precisão a gravidade das condutas e a violência sofrida pelas vítimas.
Alerta aos responsáveis
A Polícia Federal reforça a importância de pais e responsáveis acompanharem as atividades de crianças e adolescentes no ambiente virtual e físico. O diálogo aberto sobre os riscos da internet, o monitoramento das interações online e a atenção a mudanças comportamentais são medidas essenciais para prevenção e proteção.




