Prazo para contestar descontos indevidos do INSS termina nesta sexta-feira (20)

Aposentados e pensionistas devem agir para garantir devolução de valores cobrados sem autorização

Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entraram em greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajuste salarial de 27,5% e melhores condições de trabalho (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Aposentados e pensionistas do INSS têm até esta sexta-feira (20) para contestar possíveis descontos indevidos em seus benefícios. O prazo faz parte de um acordo do governo federal que prevê a devolução de valores cobrados sem autorização, mas exige a formalização da contestação para que o segurado tenha direito ao ressarcimento.

Sem esse procedimento, o beneficiário não entra na lista de devolução administrativa e pode perder a oportunidade de recuperar o dinheiro.

Milhões já aderiram ao acordo em todo o país

Dados atualizados mostram que 6,38 milhões de beneficiários já contestaram cobranças suspeitas. Desses, 4,3 milhões aderiram ao acordo, resultando na devolução de R$ 2,95 bilhões em todo o Brasil.

Apesar disso, ainda há 758.332 pessoas aptas a participar, mas que ainda não concluíram o processo.

Procedimento é simples, mas exige atenção

Para iniciar o processo, o segurado deve acessar o extrato do benefício e verificar se há descontos associativos não autorizados.

Caso identifique irregularidades, a contestação pode ser feita por meio do aplicativo ou site Meu INSS, pela Central 135 ou presencialmente em agências dos Correios.

Após o registro, a entidade responsável pelo desconto tem até 15 dias úteis para apresentar justificativa.

Pagamento pode ser feito em até três dias após adesão

Se não houver resposta ou forem identificadas irregularidades, o sistema libera a opção de adesão ao acordo. Após a confirmação, o valor é devolvido em até três dias úteis, diretamente na conta onde o benefício é pago.

O processo é administrativo e dispensa a necessidade de ação judicial.

INSS realizou contestação automática para grupos vulneráveis

Para ampliar o acesso ao ressarcimento, o INSS realizou a contestação automática para mais de 243 mil beneficiários considerados em situação de maior vulnerabilidade.

Entre eles estão idosos com mais de 80 anos, indígenas, quilombolas e comunidades ribeirinhas da Região Norte, que enfrentam maiores dificuldades de acesso aos serviços digitais.

A orientação é que os beneficiários não deixem para a última hora e verifiquem seus extratos para garantir o direito à devolução.

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