O Ministério da Saúde ampliou o público-alvo da vacinação contra o HPV, que agora passa a incluir mulheres diagnosticadas com lesões intraepiteliais cervicais de alto grau (NIC 2 e NIC 3) e adenocarcinoma in situ (AIS). Na Paraíba, a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba divulgou, nesta sexta-feira (27), uma nota técnica orientando os municípios a iniciarem a imunização desse novo grupo na rede pública.
Medida fortalece prevenção do câncer do colo do útero
A ampliação representa um avanço na chamada prevenção secundária, permitindo que mulheres já diagnosticadas com lesões associadas ao HPV tenham acesso direto à vacina pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem necessidade de solicitação especial.
Para receber a dose, é necessário apresentar prescrição médica com o diagnóstico identificado pelo Código Internacional de Doenças (CID) em uma unidade de saúde do município.
Estudos apontam benefícios mesmo após diagnóstico
Segundo a chefe do Núcleo de Imunizações da SES-PB, Márcia Fernandes, a inclusão do novo público é baseada em evidências científicas que comprovam a eficácia da vacina mesmo após o diagnóstico.
“Estudos demonstraram redução significativa de NIC 2 e NIC 3 em pessoas vacinadas, diminuindo complicações associadas ao HPV”, explicou.
Esquema vacinal prevê três doses
A vacinação deve ser realizada preferencialmente no mesmo ano do tratamento, podendo ocorrer antes ou até 12 meses após o procedimento.
O esquema é composto por três doses:
- Segunda dose: dois meses após a primeira
- Terceira dose: seis meses após a primeira
A indicação é válida independentemente da idade da paciente.
Estado apoia distribuição e monitoramento
Na Paraíba, cabe à SES-PB apoiar os municípios na distribuição dos imunizantes, no controle de estoques e no acompanhamento das coberturas vacinais, garantindo acesso ao público contemplado.
A estratégia também contribui para reduzir o risco de recorrência das lesões, evitar novos procedimentos e ampliar a proteção contra doenças relacionadas ao HPV.
Entenda as condições incluídas
As lesões intraepiteliais cervicais de alto grau (NIC 2 e NIC 3) são alterações nas células do colo do útero provocadas pela infecção persistente pelo HPV, com potencial de evolução para câncer se não tratadas.
Já o adenocarcinoma in situ (AIS) é uma lesão pré-cancerígena associada ao vírus.
Vacina já atende outros públicos prioritários
Além da nova ampliação, a vacina contra o HPV já é ofertada para:
- Meninas e meninos de 9 a 14 anos
- Pessoas vivendo com HIV (9 a 45 anos)
- Transplantados e pacientes oncológicos (9 a 45 anos)
- Vítimas de abuso sexual (15 a 45 anos)
- Pessoas com imunodeficiência ou em uso de imunossupressores
- Usuários de PrEP (15 a 45 anos)
- Pacientes com papilomatose respiratória recorrente, a partir dos 2 anos
A ampliação reforça a importância da vacinação como estratégia fundamental na prevenção e controle de doenças associadas ao HPV, incluindo o câncer do colo do útero.




