Paraíba apoia subsídio ao diesel importado e busca conter alta dos combustíveis

A proposta estabelece uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, sendo metade custeada pela União e a outra metade pelos estados.

A Paraíba foi o primeiro estado a apoiar a proposta do Governo Federal do Brasil de subsidiar o diesel importado, medida emergencial para conter o aumento dos preços diante das tensões internacionais no Oriente Médio.

Subsídio prevê redução de R$ 1,20 por litro

A proposta estabelece uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, sendo metade custeada pela União e a outra metade pelos estados. O programa terá duração inicial de 60 dias, considerado um período crítico para o mercado de combustíveis.

De acordo com a secretária da Fazenda, Marialva Laureano, a adesão antecipada da Paraíba busca reduzir impactos diretos na economia local, especialmente no transporte e na cadeia produtiva.

Alta do petróleo pressiona preços no Brasil

Atualmente, cerca de 30% do diesel consumido no país é importado, o que torna o Brasil mais vulnerável às oscilações do mercado internacional.

A recente escalada de tensões envolvendo países como Estados Unidos, Israel e Irã tem impulsionado o preço do petróleo, refletindo diretamente no valor dos combustíveis.

Especialistas apontam que o diesel é um dos principais insumos da economia, impactando custos de frete, alimentos e produtos industrializados.

Estados aderem à proposta, mas rejeitam zerar ICMS

Além da Paraíba, estados como Sergipe, Rio Grande do Sul e São Paulo também demonstraram apoio à medida.

No entanto, governadores descartaram a possibilidade de zerar o ICMS sobre combustíveis, alternativa defendida pelo governo federal.

Por outro lado, a União já anunciou a isenção de tributos federais, como PIS e Cofins, como parte do pacote emergencial.

Medida é considerada temporária

Segundo gestores estaduais, o subsídio tem caráter temporário e excepcional, com foco em garantir estabilidade ao mercado e evitar impactos mais severos na inflação.

Na Paraíba, a iniciativa é vista como estratégica para proteger setores sensíveis da economia, como transporte, agricultura e comércio.

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