João Azevêdo defende revisão de repasses do SUS e afirma que Cagepa deve continuar pública

Candidato ao Senado pela Paraíba também destacou parcerias com a iniciativa privada em projetos de saneamento durante sabatina na TV Cabo Branco

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O candidato ao Senado Federal pela Paraíba João Azevêdo (PSB) defendeu, nesta quinta-feira (3), uma revisão nos critérios de distribuição dos recursos federais destinados à saúde pública. O ex-governador também falou sobre a participação da iniciativa privada em projetos de infraestrutura e afirmou ser favorável à manutenção da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) sob controle público.

As declarações foram feitas durante uma sabatina no programa Bom Dia Paraíba, da TV Cabo Branco. Ao abordar o financiamento da saúde, João Azevêdo afirmou que os repasses federais destinados ao estado não seriam suficientes para cobrir os custos de manutenção da rede pública estadual.

Segundo o candidato, a diferença na distribuição dos recursos pode ser percebida na comparação entre os valores destinados à Paraíba e aqueles repassados à Prefeitura de João Pessoa. Ele destacou a estrutura mantida pelo governo estadual e citou a existência de 36 hospitais e quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

João defendeu mudanças nos critérios de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e afirmou que, caso eleito para o Senado, pretende atuar na discussão de um novo modelo de distribuição dos recursos. Para ele, a revisão deve considerar as despesas e a estrutura efetivamente mantida pelos estados.

Ao tratar da participação da iniciativa privada, o ex-governador afirmou que não é contrário às parcerias público-privadas, desde que sejam utilizadas em áreas consideradas estratégicas e sem necessariamente transferir o controle de serviços públicos para empresas particulares.

Nesse contexto, João Azevêdo defendeu que a Cagepa continue como uma empresa pública. Como exemplo de parceria, citou um projeto de esgotamento sanitário desenvolvido na Paraíba, cuja estruturação, segundo ele, foi conduzida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao longo de aproximadamente três anos.

A proposta prevê a participação de uma empresa privada na implantação e operação de sistemas de esgotamento sanitário em 85 municípios paraibanos. De acordo com o candidato, o projeto tem potencial para beneficiar cerca de 2 milhões de pessoas.

João afirmou que a iniciativa demonstra, na avaliação dele, que o poder público pode recorrer à capacidade de investimento e operação do setor privado em projetos de infraestrutura sem abrir mão do controle público sobre o sistema de abastecimento de água do estado.

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