
Aposentados e pensionistas do INSS que foram vítimas de descontos indevidos em suas folhas de pagamento têm menos de um mês para contestar as cobranças e garantir a restituição dos valores. O prazo final termina em 20 de março.
Segundo dados oficiais, 6,3 milhões de pessoas já recuperaram o dinheiro, mas cerca de 800 mil beneficiários ainda não solicitaram o ressarcimento.
Até o momento, o Governo Federal já devolveu quase R$ 2,9 bilhões a segurados prejudicados por mensalidades associativas não autorizadas. O problema afetou milhões de brasileiros nos últimos anos.
Como identificar os descontos
O governo suspendeu todos os descontos automáticos em maio de 2025. No entanto, é necessário verificar se houve cobranças anteriores.
Para isso, o beneficiário deve acessar o extrato de pagamento e conferir o histórico desde 2020.
Como contestar
Existem três formas de solicitar a devolução:
• Aplicativo ou site “Meu INSS” — opção “Contestar” no extrato de pagamento;
• Agências dos Correios — atendimento presencial;
• Agências do INSS — com agendamento prévio pelo telefone 135.
O que acontece após a contestação
Após o pedido, a associação responsável pelo desconto terá 15 dias para comprovar que houve autorização formal.
Caso não apresente prova, o beneficiário pode:
• Ingressar com ação judicial;
• Aderir ao acordo administrativo proposto pelo governo.
Ao aceitar o acordo pelo próprio aplicativo, o valor corrigido pela inflação é depositado na conta em até três dias úteis.
As autoridades alertam que, após 20 de março, o procedimento administrativo facilitado pode ser encerrado, restando apenas a via judicial para quem não cumprir o prazo.



