As chuvas registradas acima da média no mês de fevereiro contribuíram para uma melhora significativa no cenário da seca em estados do Nordeste. Os dados constam no mais recente relatório do Monitor de Secas, elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
O levantamento acompanha mensalmente o grau de severidade da estiagem no Brasil, com base em indicadores climáticos e nos impactos de curto e longo prazo provocados pelo fenômeno.
Redução das áreas mais críticas em diversos estados
Segundo o relatório, houve diminuição expressiva das áreas classificadas como mais críticas, especialmente na Bahia e no Piauí. Também foi registrada redução da seca moderada no Maranhão, indicando avanço positivo nas condições hídricas da região.
Em Pernambuco, os dados apontam queda significativa das áreas com seca extrema. Já no Ceará, parte das regiões afetadas apresentou enfraquecimento da estiagem, enquanto no Rio Grande do Norte foram observados recuos da seca extrema, grave e moderada em diferentes localidades.
Paraíba também apresenta melhora no quadro da estiagem
Na Paraíba, o cenário hídrico também mostrou evolução favorável. A seca extrema recuou em áreas do Sertão e da Borborema, refletindo o impacto positivo das precipitações recentes.
Apesar da melhora, o relatório destaca que os efeitos da estiagem ainda persistem em algumas localidades, já que a recuperação hídrica depende de fatores acumulados ao longo do tempo.
Previsão climática indica mudanças no padrão das chuvas
De acordo com o prognóstico climático divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o período deve manter características típicas do outono no Nordeste. A tendência é de redução gradual das chuvas no interior da região, enquanto o litoral pode registrar volumes mais significativos.
No Litoral e no Agreste, a expectativa é de aumento gradual das precipitações nas próximas semanas. Já no Cariri e no Sertão, o outono costuma marcar o fim da principal temporada chuvosa, tornando os volumes mais irregulares e com tendência de diminuição ao longo da estação.
O Monitor de Secas reforça a importância do acompanhamento contínuo das condições climáticas para orientar políticas públicas e ações voltadas à gestão dos recursos hídricos no Nordeste.




