PL diz que vai à Justiça pedir suspensão da diplomação de Edvaldo em Cabedelo

Partido alega irregularidades e pede diplomação do segundo colocado

O Partido Liberal (PL) anunciou que vai acionar a Justiça Eleitoral para solicitar a suspensão da diplomação do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), vencedor das eleições suplementares realizadas no último domingo (12).

A decisão foi divulgada nesta terça-feira (14), após o gestor ser afastado do cargo no âmbito da Operação Cítrico, conduzida pela Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades como fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível ligação com organização criminosa no município.

Ação judicial questiona candidatura e atos administrativos

Segundo o assessor jurídico do partido, Saul Barros, o PL já havia protocolado anteriormente uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pedindo a cassação da candidatura de Edvaldo Neto.

A ação aponta supostas irregularidades durante o período em que o político exercia interinamente a gestão municipal, incluindo aumento de despesas, contratações e crescimento no número de servidores comissionados.

Estratégia busca evitar nova eleição no município

A legenda também defende que não seja convocado um novo pleito em Cabedelo. A estratégia jurídica é pleitear a diplomação do segundo colocado, Walber Virgolino, com base em precedentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o objetivo de evitar novos gastos públicos com eleições.

Durante a coletiva, o senador Efraim Filho afirmou que espera posicionamento do Ministério Público favorável à suspensão da diplomação, destacando que novos elementos surgidos após a operação podem reforçar o pedido.

Prefeito eleito foi afastado após operação da Polícia Federal

Edvaldo Neto foi eleito com 61,21% dos votos válidos, mas acabou sendo afastado do cargo por decisão judicial nesta terça-feira (14), no contexto das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

O caso segue em andamento e deverá ter novos desdobramentos na Justiça Eleitoral nos próximos dias.

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