A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, importação e uso das canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral no país. Os produtos vinham sendo trazidos do Paraguai e comercializados de forma irregular.
Segundo a agência, as duas marcas não possuem registro no Brasil nem identificação clara do fabricante, o que inviabiliza a verificação de qualidade, composição e segurança.
Produtos utilizam substância patenteada no país
As canetas são versões da tirzepatida, princípio ativo desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly e utilizado no medicamento Mounjaro.
No Brasil, a empresa detém a patente da substância até 2036, o que garante exclusividade na produção e comercialização de medicamentos com esse composto.
Risco elevado por origem desconhecida
De acordo com a Anvisa, a ausência de registro e de informações sobre a origem dos produtos representa um risco significativo à saúde dos consumidores.
A agência alerta que não há garantia sobre a eficácia, a dosagem correta ou possíveis efeitos adversos dessas canetas comercializadas ilegalmente.
Venda irregular ocorria principalmente pelas redes sociais
As canetas vinham sendo divulgadas em redes sociais, principalmente em perfis voltados à importação de produtos do Paraguai. Com a decisão, a entrada desses itens no país está proibida.
A Anvisa informou que tem intensificado a fiscalização para coibir a circulação de medicamentos sem autorização, especialmente aqueles voltados ao emagrecimento, que apresentam alta demanda no mercado paralelo.
Mercado de medicamentos para emagrecimento está em expansão
O caso ocorre em meio ao crescimento do uso de tratamentos para perda de peso. Recentemente, houve a queda da patente da semaglutida — utilizada em medicamentos como Wegovy e Ozempic —, o que abriu espaço para novos fabricantes.
Atualmente, a Anvisa analisa pelo menos 17 pedidos de registro de medicamentos com esse princípio ativo, incluindo propostas de empresas brasileiras.




