CONDE

Suplente preso durante sessão toma posse por procuração como vereador do Conde, PB

Flávio Melo, suspeito de exploração sexual, assumiu depois que Fernando Melo, investigado por contratar fantasmas, renunciou.

Suplente preso durante sessão toma posse por procuração como vereador do Conde, PB
Foto: Reprodução

O suplente de vereador do município do Conde, no Litoral paraibano, Flávio Melo (PR), preso em abril suspeito de exploração sexual na Paraíba e em Pernambuco, tomou posse por procuração e assumiu a vaga de vereador nesta quinta-feira (30). Flávio assumiu a vaga de Fernando Antônio Neves de Araújo (Avante), o “Fernando Boca Louca”, investigado por contratar “fantasmas”, que renunciou no último dia 10.

A posse aconteceu às 11h, na Câmara Municipal do Conde. O irmão de Flávio, Fábio Melo, representou o vereador, que logo em seguida à posse, protocolou um pedido de licença por 120 dias. O advogado de Flávio, Júnior Moura, tentou por recurso uma autorização para que ele fosse empossado pessoalmente, mas não obteve resposta da Justiça.

Flávio foi preso por meio de um mandado de prisão de uma ação que o vereador responde desde 2013 na comarca de Sapé. O mandado estava em aberto desde julho do ano passado. A prisão aconteceu dentro da Câmara do Conde, durante uma sessão que tinha como pauta a discussão sobre denúncia de corrupção contra os vereadores.

Após a solenidade de posse, Flávio protocolou, por procuração, um pedido de licença. Durante o período, a defesa dele vai protocolar novos pedidos de solturas. O segundo suplente de Fernando Boca Louca, Luiz de Bihino (PR), vai tomar posse. Se ao fim do prazo a defesa não conseguir a liberdade de Flávio, o suplente deve ser efetivado no cargo.

O vereador que renunciou e abriu a vaga para Flávio Melo é acusado de contratar servidores fantasmas e se apropriar da maior parte dos salários deles. O caso é investigado pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco). O próprio Fernando atuou como delator, apontando supostos crimes de outros vereadores.

Flávio Melo, à época ainda suplente, entrou com um pedido de cassação do titular por quebra do decoro parlamentar. Com a renúncia de Fernando, o processo perde o objeto e deve ser arquivado.

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