'Também sofro', diz assassino confesso de família brasileira na Espanha em último depoimento

Patrick Nogueira disse que quer mudar e que queria receber tratamento.

'Também sofro', diz assassino confesso de família brasileira na Espanha em último depoimento
Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

"Causei muito sofrimento e fiz sofrer pessoas que tenho muito carinho, mas eu também sofro", afirmou Patrick Nogueira - assassino confesso da família brasileira na cidade de Pioz - em suas últimas alegações, durante julgamento, na Espanha. Neste último dia de júri, Patrick voltou a pedir perdão por suas ações e ressaltou que quer mudar. As informações são da emissora de televisão Antena 3.

O julgamento de François Patrick Nogueira Gouveia começou no dia 24 de outubro e chega a seu último dia nesta quarta-feira (31). Porém, de acordo com Walfran Campos - que é tio de Patrick e irmão de uma das vítimas, Marcos Campos - a juíza do caso vai reavaliar todo o material apresentado e os depoimentos e, por isso, o veredicto só deve sair na sexta (2) ou na segunda-feira (5).

Patrick explicou, em seu depoimento, que sofre porque "cavou" seu túmulo quando criança. Ele afirmou que gostaria de receber tratamento porque não gosta de ser assim e que acredita que as coisas agora vão piorar.

“Agora não posso consertar o que passou”, disse Patrick Nogueira.

Neste último dia, as considerações finais foram do Ministério Público, do advogado de acusação da família de Marcos Nogueira, Alberto Martín, assim como a advogada de defesa de Patrick, Bárbara Royo.

Patrick Nogueira está preso na Espanha desde outubro de 2016, quando se entregou às autoridades espanholas e confessou ter matado os tios e dois primos, de 1 e 4 anos de idade, em um chalé na pequena cidade de Pioz em agosto de 2016.

Desde então, o acusado e réu confesso seguia aguardando julgamento. A acusação particular pede prisão permanente revisável, que na prática funciona como prisão perpétua. O ministério público, por sua vez, espera prisão permanente revisável pela morte dos tios e 20 anos para cada um dos primos crianças assassinados. A defesa, por fim, pede uma atenuação e quer a condenação a 25 anos de prisão.

Fonte: Por G1 PB

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