‘Gabinete do Ódio’ em Brasília tem um paraibano na equipe

Ele ainda ocupou o cargo de auxiliar de gabinete pelo filho do presidente, Carlos Bolsonaro na Câmara de Vereadores do Rio em janeiro de 2019, mas produzindo para o presidente Jair Bolsonaro

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Assessor pessoal de Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pré-campanha para a presidência em 2015, Tercio Arnaud Tomaz, é um dos integrantes do ‘Gabinete do ódio’, responsável por divulgar mensagens agressivas e falsas nas páginas das redes sociais, como Facebook e Whatsapp, direcionadas às autoridades e instituições ligadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), e que foi alvo da Polícia Federal nesta quarta-feira (27).

Conforme o deputado federal Heitor Freire (PSL-CE), em relato transcrito na decisão do ministro Alexandre de Morais, que autorizou a operação da Polícia Federal no âmbito do inquérito que investiga o despacho, a Paraíba é um dos estados com uma “filial” do esquema que opera na divulgação de informações falsas.

O ‘Gabinete do ódio’ é um núcleo liderado pelo vereador do Rio de Janeiro e filho do presidente, Carlos Bolsonaro (Republicanos). Responsável pelas senhas dos perfis nas redes sociais de Jair, e por comandar as demandas dos conteúdos produzidos pelos assessores, sendo um deles, o paraibano Tercio Arnaud, Carlos Bolsonaro administra as publicações divulgadas nas páginas da Presidência da República.

O núcleo foi investigado por divulgação de notícias falsas nas eleições de 2018 do então presidente, Jair Bolsonaro, através de uma denúncia feita por adversários à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para averiguar irregularidades na campanha que elegeu Bolsonaro em 2018. Na época, Tercio Arnaud foi um dos assessores convocados para a comissão.

Formado em biomedicina em uma faculdade de Campina Grande, Arnaud Tomaz, administrou a página “Bolsonaro Opressor 2.0” para promover o candidato Jair Bolsonaro através de publicações agressivas contra adversários durante as eleições presidenciais em 2015.

Em março de 2016, foi divulgado no perfil uma publicação com críticas relacionadas à Marielle Franco (PSOL) um dia depois do assassinato da vereadora no Rio. Houve também o compartilhamento de um poste que anunciava a intenção da irmã de Franco em entrar no cenário político com a seguinte legenda: “Do jeito que está indo, vão empalhar o cadáver e levar em comício”.

Arnaud Tomaz ocupou ainda o cargo de auxiliar de gabinete pelo filho do presidente, Carlos Bolsonaro na Câmara de Vereadores do Rio em janeiro de 2019, mas correspondendo a função de acompanhar e produzir conteúdo nas redes sociais do candidato Jair Bolsonaro.

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