O dólar opera em queda nesta terça-feira (14), refletindo o otimismo dos investidores diante das negociações entre Estados Unidos e Irã. A expectativa de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio tem contribuído para a melhora do ambiente global.
Por volta das 11h31, a moeda norte-americana recuava 0,33%, sendo cotada a R$ 4,98. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,974. O movimento acompanha o cenário externo, onde o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas fortes — também registrava queda.
Bolsa brasileira sobe e atinge novo recorde intradiário
No mesmo horário, a Bolsa de Valores brasileira apresentava alta de 0,43%, alcançando 198.856 pontos. Durante o pregão, chegou a bater 199.354 pontos, estabelecendo um novo recorde intradiário.
A valorização dos ativos brasileiros acompanha o fortalecimento do real e a melhora na percepção de risco entre investidores.
Moeda se mantém abaixo de R$ 5 após dois anos
O dólar voltou a operar abaixo do patamar de R$ 5 pela primeira vez em dois anos. A marca já havia sido rompida na segunda-feira (13), reforçando a tendência de queda observada nos últimos dias.
Cenário externo impulsiona confiança dos investidores
O avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã segue no radar do mercado. Informações indicam que novas conversas podem ocorrer ainda nesta semana, aumentando as expectativas de um acordo definitivo.
Declarações recentes do presidente Donald Trump reforçaram o cenário de possível trégua, indicando que o Irã demonstrou interesse em encerrar o conflito iniciado no fim de fevereiro.
Esse ambiente mais favorável tem estimulado o retorno de investidores estrangeiros para mercados emergentes, como o Brasil.
Fatores internos também fortalecem o real
Além do cenário internacional, o desempenho da moeda brasileira é influenciado por fatores internos, como o diferencial de juros em relação aos Estados Unidos e a estabilidade fiscal.
Segundo analistas, o Brasil se destaca entre os mercados emergentes por apresentar maior resiliência diante de turbulências externas.
Incertezas ainda permanecem no cenário global
Apesar do otimismo, o mercado segue atento a pontos de tensão, como o bloqueio no Estreito de Hormuz e divergências sobre o programa nuclear iraniano.
Esses fatores ainda representam riscos e podem impactar o comportamento dos mercados nos próximos dias.
A tendência, segundo especialistas, é de um cenário guiado pelo equilíbrio entre o alívio internacional e as incertezas geopolíticas.




