A morte da idosa Milce Pessoa, de 72 anos, encontrada em uma área de mata no município de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, foi causada por fatores naturais. A conclusão foi divulgada nesta segunda-feira (1º), após a finalização de uma série de exames periciais realizados pelas autoridades responsáveis pela investigação.
De acordo com os laudos, não foram identificados indícios de violência ou qualquer elemento que apontasse para a prática de crime contra a idosa. Ao todo, nove perícias foram elaboradas para esclarecer as circunstâncias da morte.
Entre os exames realizados estavam análises toxicológicas e sexológicas, além de outros procedimentos técnicos destinados a verificar possíveis causas externas relacionadas ao óbito. Os resultados descartaram agressões, abuso ou qualquer ação criminosa.
O caso gerou grande repercussão desde o desaparecimento da idosa, registrado no dia 22 de abril. Na ocasião, Milce havia acompanhado um vizinho até o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita.
Segundo relato prestado pelo homem à Polícia Civil, durante o retorno para casa os dois teriam parado em um trecho do percurso para colher mangas em árvores às margens da via. Ele afirmou que, em determinado momento, percebeu que a idosa não estava mais no local.
Ainda conforme o depoimento, o vizinho informou que tentou encontrá-la e, sem sucesso, acionou familiares para comunicar o desaparecimento. Desde então, equipes de busca passaram a procurar por Milce em diferentes áreas da região.
O corpo da idosa foi localizado sete dias depois, em 29 de abril, em uma área de vegetação no município de Bayeux. A descoberta deu início a uma série de exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.
Com a conclusão dos laudos, a investigação aponta que Milce Pessoa morreu de causas naturais, encerrando as suspeitas de envolvimento criminoso no caso que mobilizou familiares, moradores e forças de segurança durante vários dias de buscas.




