Mais de 123 mil famílias paraibanas deixaram o Programa Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026, segundo dados divulgados pelo Governo Federal. O principal motivo para os desligamentos foi o aumento da renda familiar, resultado da inserção de beneficiários no mercado de trabalho formal e da superação dos critérios de permanência no programa social.
De acordo com o levantamento, muitas dessas famílias ultrapassaram os limites de renda estabelecidos para receber o benefício ou concluíram o período previsto na chamada Regra de Proteção, mecanismo que permite a permanência temporária no programa mesmo após o aumento da renda.
Somente em maio de 2026, mais de 6 mil famílias paraibanas deixaram de receber o Bolsa Família. João Pessoa liderou o número de desligamentos, registrando 832 famílias que saíram do programa.
Campina Grande aparece em segundo lugar, com 437 desligamentos. Na sequência estão os municípios de Sousa, com 244 famílias, Bayeux, com 198, e Santa Rita, com 145.
Outras cidades que registraram números expressivos de famílias que superaram a condição de vulnerabilidade social foram Sapé (144), Patos (138), Cajazeiras (128), Guarabira (124) e Cabedelo (114).
Em nível nacional, os números também apontam uma redução significativa no total de beneficiários. Desde março de 2023, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o programa em todo o país.
Os maiores volumes de desligamentos foram registrados nos estados de São Paulo, com 745,6 mil famílias, Distrito Federal, com 546 mil, Bahia, com 487,6 mil, Minas Gerais, com 430,2 mil, e Rio de Janeiro, com 393,7 mil.
Entre as capitais brasileiras, São Paulo liderou os registros de saída do programa em maio de 2026, contabilizando 7.312 famílias. Rio de Janeiro aparece na segunda posição, com 4.387 desligamentos, seguido por Fortaleza, com 3.790, Salvador, com 3.095, e Brasília, com 1.896.
Segundo o Governo Federal, os números refletem o aumento da renda de parte dos beneficiários, especialmente daqueles que passaram a ocupar vagas formais de emprego, permitindo que as famílias alcançassem condições econômicas superiores às exigidas para permanência no programa.
O Bolsa Família segue atendendo famílias em situação de pobreza e extrema pobreza em todo o país, com critérios de elegibilidade baseados na renda per capita e no cumprimento de compromissos nas áreas de saúde e educação.




