A Seleção Brasileira inicia neste sábado (13), às 19h, sua caminhada na Copa do Mundo de 2026 diante de Marrocos, em um cenário bem diferente daquele que marcou gerações passadas. O Brasil entra em campo sem o status de favorito incontestável e diante de um adversário que não demonstra qualquer receio de enfrentar a equipe pentacampeã mundial.
Durante décadas, a Copa do Mundo transformava o país em uma grande corrente de entusiasmo em torno da Seleção. Hoje, no entanto, o clima é diferente. A falta de títulos mundiais nas últimas décadas, somada ao distanciamento entre os jogadores e o torcedor comum, reduziu a identificação e a empolgação que tradicionalmente cercavam a equipe nacional.
Do outro lado estará uma seleção marroquina consolidada no cenário internacional. Semifinalista da última Copa do Mundo, realizada no Catar, Marrocos chega ao torneio como a principal força do futebol africano e reúne atletas que atuam nos maiores clubes da Europa.
Embora o Brasil ainda apresente um elenco tecnicamente superior em alguns setores, a diferença entre as equipes parece menor do que em outros tempos. Na avaliação de especialistas, a capacidade individual de alguns jogadores brasileiros ainda pode fazer a diferença, mas o equilíbrio é a marca do confronto.
Na véspera da partida, o lateral-direito Hakimi, destaque do Paris Saint-Germain e considerado um dos melhores do mundo em sua posição, afirmou que não existe favorito para o duelo. A declaração reflete a confiança de uma seleção que vem acumulando bons resultados e conquistando respeito no cenário internacional.
A fala do jogador também evidencia uma das fragilidades da equipe brasileira. Após a lesão de Wesley no amistoso contra o Egito, o técnico Carlo Ancelotti ficou sem laterais-direitos de origem entre os 26 convocados para a Copa.
Sob o comando do treinador italiano, a Seleção chega ao Mundial cercada por dúvidas. Além dos problemas em algumas posições, a condição física de Neymar também é motivo de debate. Convocado em meio a questionamentos, o camisa 10 não reúne as melhores condições físicas e sequer estará em campo na estreia.
Existe ainda a possibilidade de que o atacante também fique fora do segundo compromisso da Seleção, contra o Haiti.
Diante desse cenário, a estreia contra Marrocos servirá como um importante teste para medir o real potencial da equipe brasileira. Mais do que os três pontos, a partida pode indicar se o Brasil está preparado para recuperar o protagonismo perdido nos últimos anos ou se continuará convivendo com as incertezas que acompanham sua trajetória recente.
A resposta começa a ser dada neste sábado. E a principal dúvida não é se Neymar estará em campo, mas se a própria Seleção Brasileira conseguirá finalmente se apresentar como candidata real ao título mundial.




