O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), desembargador Márcio Murilo, afirmou nesta quarta-feira (12) que o sistema eletrônico de votação utilizado no Brasil é seguro, auditável e conta com diferentes mecanismos de proteção.
A declaração foi feita durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM, ao comentar questionamentos e críticas direcionados ao processo eleitoral brasileiro.
Segundo Márcio Murilo, opiniões contrárias ao sistema fazem parte do direito de manifestação e do ambiente democrático. Ele ressaltou, entretanto, que não existe comprovação de fraude no sistema eletrônico de votação.
“O sistema é muito seguro, é muito seguro. Tem várias camadas de proteção, é auditável também, né? E está pacificado. E é um direito as pessoas falarem o que quiserem dentro de um sistema de contraditório”, afirmou.
Presidente diz não se preocupar com críticas
Durante a entrevista, o presidente do TRE-PB também declarou que não se preocupa com informações ou posicionamentos contrários ao sistema de votação e ressaltou que a Justiça Eleitoral continuará desempenhando suas atribuições.
“Não vejo. Não me preocupo muito com informações e contra opiniões adversas. Nós estamos cumprindo o nosso dever”, declarou.
A manifestação ocorre em meio aos preparativos da Justiça Eleitoral para as Eleições Gerais de 2026, quando os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.
Márcio Murilo destaca histórico da Justiça Eleitoral
O desembargador também destacou a trajetória do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Justiça Eleitoral na realização das eleições brasileiras.
De acordo com Márcio Murilo, apesar dos questionamentos registrados ao longo dos anos, nunca houve comprovação de fraude no sistema eletrônico de votação.
“Em todos esses anos de TSE, de Justiça Eleitoral, nunca houve uma comprovação de fraude. Nunca houve. Então, o resultado se dá na prática”, concluiu.
A Justiça Eleitoral utiliza as urnas eletrônicas nas eleições brasileiras desde 1996. O sistema passa por procedimentos de fiscalização e auditoria relacionados às diferentes etapas do processo eleitoral.




