Mulher é presa ao tentar entrar em presídio de João Pessoa com 550 cápsulas de drogas ingeridas

Material foi identificado durante inspeção por scanner na Penitenciária Sílvio Porto; suspeita precisou ser encaminhada ao Hospital de Trauma para retirada das substâncias

Uma mulher foi presa após tentar entrar na Penitenciária Desembargador Sílvio Porto, em João Pessoa, transportando aproximadamente 550 cápsulas contendo substâncias entorpecentes no interior do próprio corpo. A tentativa de entrada com o material foi descoberta durante uma inspeção de segurança realizada na unidade prisional.

De acordo com informações policiais divulgadas nesta segunda-feira (12), a suspeita teria preparado os invólucros utilizando comprimidos de Artane, medicamento de uso controlado, associados à maconha. As substâncias foram envolvidas em plástico e posteriormente ingeridas pela mulher, que pretendia entrar no estabelecimento prisional.

A tentativa foi descoberta quando a mulher passou pelo equipamento de scanner corporal utilizado na fiscalização de pessoas que ingressam na penitenciária. Durante o procedimento, os agentes identificaram imagens suspeitas na região abdominal, indicando a presença de objetos ingeridos.

Diante da situação e dos riscos à saúde, a mulher foi encaminhada ao Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, na capital paraibana, onde recebeu atendimento médico e passou por procedimentos para a retirada das cápsulas.

O transporte de substâncias dessa forma representa um risco elevado à vida, já que o rompimento dos invólucros no organismo pode provocar intoxicação grave, dependendo do tipo e da quantidade de material ingerido.

Após receber alta hospitalar, a suspeita deverá ser conduzida à Cidade da Polícia Civil, em João Pessoa, onde ficará à disposição da Justiça para os procedimentos legais.

O caso chama a atenção para as tentativas de introdução de substâncias ilícitas no sistema penitenciário e para a importância dos equipamentos de inspeção na identificação de materiais escondidos durante o acesso às unidades prisionais.

A identidade da mulher não foi divulgada. Também não foram informados o destinatário das substâncias, a data exata da tentativa de entrada nem detalhes sobre eventuais investigações para identificar outras pessoas envolvidas no caso.

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