A Justiça da Paraíba decidiu manter presos preventivamente os pais suspeitos de envolvimento na morte do próprio filho, um bebê de apenas 23 dias de vida, no município de Patos, no Sertão paraibano. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (15), quando a magistrada responsável pelo caso classificou a violência praticada contra a criança como “brutal”.
De acordo com as informações da investigação, o exame pericial identificou 24 perfurações provocadas por arma branca no corpo do recém-nascido. Entre os ferimentos constatados estava uma perfuração no coração, evidenciando a gravidade da violência sofrida pela vítima.
Os pais da criança, ambos com 19 anos, foram presos em flagrante após o crime. Durante a audiência de custódia, a Justiça determinou a conversão das prisões em preventivas, medida que mantém os investigados detidos enquanto prosseguem as apurações.
Após a decisão judicial, o homem foi encaminhado ao Presídio Romero Nóbrega, em Patos. A mulher foi levada ao Presídio Regional Feminino do município, onde também permanecerá à disposição da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, os dois suspeitos apresentaram versões divergentes sobre as circunstâncias da morte do bebê. Durante os depoimentos, cada um atribuiu ao outro a responsabilidade pelo crime, o que levou os investigadores a aprofundar a apuração para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos.
Como parte das diligências, os aparelhos celulares dos pais foram apreendidos e serão submetidos à análise pericial. A investigação busca reunir elementos que possam ajudar a reconstruir os fatos e identificar a eventual participação de cada investigado.
A Polícia Civil também deverá considerar os resultados dos exames periciais e os depoimentos colhidos ao longo do inquérito para esclarecer as circunstâncias em que a criança foi morta.
A manutenção das prisões preventivas não representa uma condenação definitiva dos suspeitos. A medida foi determinada pela Justiça enquanto o caso segue sob investigação, respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência.
O caso causou forte repercussão pela idade da vítima e pela gravidade dos ferimentos identificados. As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil da Paraíba.




