O Sindicato dos Condutores e Empregados em Empresas de Transporte de Combustíveis, Produtos Perigosos e Derivados de Petróleo da Paraíba (Sindconpetro-PB) descartou a participação em uma possível greve nacional de caminhoneiros anunciada para esta quinta-feira (5). A mobilização ganhou repercussão nas redes sociais, mas, até esta quarta-feira (4), não havia confirmação de uma convocação oficial por parte das principais entidades representativas da categoria.
O presidente do Sindconpetro-PB, Hermerson Galdino, afirmou que o sindicato não pretende aderir ao movimento diante da ausência de informações claras sobre sua organização e seus objetivos. Segundo o dirigente, uma paralisação nacional exige planejamento, realização de assembleias e definição de uma pauta de reivindicações, procedimentos que, na avaliação dele, não foram observados na mobilização anunciada.
Galdino também levantou a possibilidade de que a convocação esteja relacionada a interesses políticos, mas não apresentou elementos que comprovassem essa hipótese. O dirigente ressaltou ainda a preocupação com os impactos econômicos que uma eventual interrupção do transporte rodoviário de cargas poderia provocar, especialmente no abastecimento de produtos e na circulação de mercadorias.
A posição anunciada pelo Sindconpetro-PB representa exclusivamente a decisão da entidade que atua no segmento de transporte de combustíveis e produtos perigosos na Paraíba. Isso não significa que caminhoneiros autônomos ou profissionais vinculados a outras organizações estejam impedidos de participar de eventuais manifestações individuais ou localizadas.
No cenário nacional, a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) também negou ter convocado uma greve para o dia 5 de novembro. O presidente da entidade, Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que não existe uma paralisação nacional organizada para a data e alertou sobre a circulação de notícias antigas que estariam sendo compartilhadas como informações atuais.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) adotou posicionamento semelhante e informou que não realizou convocação para uma greve nacional. A entidade também chamou atenção para a divulgação de conteúdos desatualizados sobre mobilizações anteriores, que podem provocar dúvidas entre trabalhadores, transportadoras e consumidores.
Entre os temas associados às mensagens que circulam sobre a possível paralisação estão o preço do óleo diesel, os custos de manutenção dos caminhões e a remuneração dos fretes. Embora essas questões sejam reivindicações recorrentes no setor de transporte rodoviário, não há confirmação de que tenham sido reunidas em uma pauta formal aprovada para uma greve nesta quinta-feira.
A possibilidade de uma interrupção no transporte de cargas também desperta preocupação em setores que dependem diretamente da circulação de mercadorias, como o comércio, a indústria e a distribuição de combustíveis. Entretanto, diante da ausência de convocação nacional confirmada, não há elementos que permitam afirmar que haverá desabastecimento ou bloqueios de rodovias na Paraíba.
Até o momento, o cenário é de indefinição quanto à realização de manifestações isoladas, mas sem confirmação de uma greve nacional coordenada. A orientação é que motoristas, empresas e consumidores acompanhem os comunicados oficiais das entidades representativas e das autoridades rodoviárias para obter informações atualizadas sobre eventuais alterações na circulação de veículos e no transporte de cargas.




