Kit rápido da UEPB será usado pelo Procon-PB para detectar metanol em bebidas no Carnaval 2026

Fiscais do Procon Estadual, do MP-Procon e dos Procons municipais participaram, na quarta-feira (11), de um treinamento técnico ministrado por pesquisadores do Departamento de Química da UEPB.

Pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba desenvolveram um kit rápido para detecção de metanol em bebidas destiladas que será utilizado nas fiscalizações do Procon-PB durante o Carnaval 2026 na Paraíba. A tecnologia permitirá a realização de até 2 mil análises de bebidas alcoólicas ao longo do período festivo.

Inicialmente, 200 kits foram entregues ao órgão estadual, todos acondicionados em embalagens lacradas e destinados exclusivamente às ações de fiscalização do Carnaval. Segundo os pesquisadores responsáveis, essa quantidade é suficiente para alcançar o volume estimado de testes.

Agilidade na identificação de substâncias

Os kits possibilitam identificar metanol e outras substâncias nocivas em um tempo médio de 15 a 20 minutos. A rapidez no resultado garante atuação imediata das equipes de fiscalização, contribuindo diretamente para a proteção da saúde e da vida dos foliões.

Treinamento para fiscais

Fiscais do Procon Estadual, do MP-Procon e dos Procons municipais participaram, na quarta-feira (11), de um treinamento técnico ministrado por pesquisadores do Departamento de Química da UEPB. A capacitação teve como foco o manuseio correto do kit e os procedimentos de análise em campo.

A entrega oficial ocorreu em solenidade promovida pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba, responsável por articular o uso da tecnologia nas ações de fiscalização.

Investimento e desenvolvimento científico

O projeto recebeu investimento inicial de R$ 1,5 milhão e é resultado de mais de três anos de pesquisa acadêmica. A pró-reitora de Pós-Graduação da UEPB, Nadja Oliveira, destacou que o avanço demonstra o papel estratégico da ciência diante de riscos à saúde pública, com apoio do Governo do Estado e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba.

A pesquisa foi coordenada pelo professor David Douglas Fernandes, do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ), em colaboração com os professores Railson de Oliveira Ramos, Germano Veras e Felix Brito, além de outros pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da ferramenta.

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