Defesa de Lauremília Lucena contesta condenação por improbidade e aponta falhas no processo

Os advogados destacam que a sentença já foi alvo de recurso e que o caso ainda tramita em primeira instância, sem efeitos imediatos, como inelegibilidade.

A defesa de Lauremília Lucena se manifestou, nesta terça-feira (8), sobre a condenação por improbidade administrativa imposta pela Justiça da Paraíba, afirmando que a decisão não reflete a realidade dos fatos investigados.

Advogados alegam desrespeito ao devido processo legal

Em nota, a defesa sustenta que o processo, que trata de fatos ocorridos entre 2005 e 2006, apresenta inconsistências e desconsidera garantias fundamentais do devido processo legal.

Os advogados destacam que a sentença já foi alvo de recurso e que o caso ainda tramita em primeira instância, sem efeitos imediatos, como inelegibilidade.

Processo já havia sido julgado improcedente anteriormente

Segundo a defesa, a ação já havia sido julgada improcedente em momento anterior. Após anulação da decisão para produção de novas provas, o processo teria sido novamente julgado sem a devida instrução.

A alegação é de que houve julgamento antecipado, sem a coleta das provas determinadas, utilizando os mesmos documentos que antes foram considerados insuficientes para condenação.

Condenação envolve ressarcimento e sanções políticas

De acordo com a decisão judicial, Lauremília Lucena e a ex-auxiliar Cibele Maria de Oliveira Almeida foram condenadas ao ressarcimento de R$ 221.388, além de sanções como suspensão dos direitos políticos.

O entendimento da Justiça aponta irregularidades na concessão de auxílios financeiros entre janeiro de 2005 e junho de 2006, período em que Lauremília exercia o cargo de vice-governadora no governo de Cássio Cunha Lima.

Defesa questiona aplicação da legislação atual

Os advogados também afirmam que a decisão desconsiderou alterações trazidas pela Lei nº 14.230/2021, que exige a comprovação de dolo específico e dano efetivo ao erário para caracterização de improbidade administrativa.

Segundo a defesa, esses requisitos não teriam sido demonstrados no caso.

Expectativa é de reversão nas instâncias superiores

A defesa afirmou confiar na revisão da decisão pelas instâncias competentes, com o reconhecimento das supostas nulidades e a correta aplicação da legislação vigente.

O caso segue em tramitação na Justiça e ainda pode ser reavaliado em fases posteriores do processo.

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