O prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), determinou nesta terça-feira (14) a exoneração do então chefe de gabinete do Município, Rougger Guerra. A decisão ocorreu após pedido do próprio auxiliar, que se manifestou por meio de nota pública.
Rougger Guerra foi alvo de mandado de busca e apreensão durante operação conjunta da Polícia Federal, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba e da Controladoria-Geral da União (CGU), no âmbito da Operação Cítrico.
Decisão segue prática administrativa para garantir direito de defesa
De acordo com auxiliares da gestão municipal, a exoneração segue procedimento comum em situações semelhantes, permitindo que o ex-gestor conduza sua defesa sem interferir nas atividades da administração pública.
A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações, desviar recursos públicos, praticar lavagem de dinheiro e financiar facções criminosas com atuação no município de Cabedelo.
Esquema investigado pode envolver contratos milionários
Segundo as apurações, o grupo investigado teria utilizado contratos públicos para favorecer empresas ligadas a uma facção criminosa, com possível infiltração de integrantes em estruturas administrativas municipais.
Ainda conforme a investigação, o esquema envolveria agentes públicos, empresários e membros de organização criminosa, com movimentação financeira que pode chegar a R$ 270 milhões.
Operação também afastou prefeito de Cabedelo
A decisão judicial do desembargador Ricardo Vital de Almeida também determinou o afastamento do prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), eleito no último domingo (12).
Ex-chefe de gabinete nega envolvimento
Em nota, Rougger Guerra afirmou não ter qualquer relação com os fatos investigados e declarou confiança na Justiça. Ele informou que colocou o cargo à disposição para evitar prejuízos à administração municipal.
“Reafirmo minha absoluta tranquilidade quanto à minha conduta e à correção de todos os meus atos ao longo da vida pública”, destacou.
O caso segue sob investigação e tramita em segredo de Justiça.




