Um grupo de dez médicos anestesistas que atua no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, suspendeu parte das atividades na unidade desde a última sexta-feira (29). A medida tem provocado impactos principalmente na realização de cirurgias eletivas.
Segundo informações divulgadas pelos profissionais, a mobilização foi motivada por supostos atrasos no pagamento de honorários referentes aos serviços prestados no mês de fevereiro.
A categoria afirma que a interrupção parcial dos atendimentos foi adotada como forma de cobrar a regularização dos repasses financeiros. Apesar disso, os procedimentos de urgência e emergência continuam sendo realizados normalmente no hospital.
A Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), responsável pela administração da unidade, contestou a informação de que houve paralisação do serviço de anestesia. Em nota, a instituição informou que os atendimentos seguem em funcionamento e que os pagamentos mencionados pelos profissionais foram efetuados após o recebimento e processamento das respectivas notas fiscais.
A fundação destacou ainda que os repasses obedecem aos trâmites administrativos próprios da gestão pública, que incluem etapas de conferência documental, análise e autorização dos pagamentos.
O Hospital Metropolitano também se pronunciou sobre o caso e classificou como equivocadas as informações relacionadas a atrasos nos repasses financeiros. A direção da unidade afirmou que os pagamentos seguem um fluxo administrativo regular e que mantém diálogo permanente com os profissionais envolvidos.
Segundo o hospital, o objetivo é aperfeiçoar os procedimentos internos e garantir maior previsibilidade no cronograma de pagamento dos honorários, evitando situações semelhantes no futuro.
Mesmo diante do impasse, a unidade ressaltou que os atendimentos de urgência e emergência permanecem funcionando sem alterações, assegurando a assistência aos pacientes que necessitam de cuidados imediatos.
A situação segue sendo acompanhada pela administração hospitalar e pelos profissionais da área, enquanto as partes buscam uma solução definitiva para a questão.




