João Pessoa é o município da PB com maior volume de chuvas no 1º semestre de 2020, diz Aesa

Capital paraíba registrou um índice pluviométrico de 1.768,5 milímetros de chuvas nos primeiros seis meses do ano e superou a média histórica do período, que é de 1.262,7 milímetros.

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João Pessoa é o município paraibano onde mais choveu no primeiro semestre de 2020, segundo dados extraídos do site da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). Conforme o levantamento feito nos primeiros seis meses deste ano, a capital paraibana registrou um índice pluviométrico de 1.768,5 milímetros.

A cidade ultrapassou a média histórica esperada para o período, que é de 1.262,7 milímetros. A previsão do ano, que é de 1.850 mm de chuvas, também foi superada.

Ainda conforme o acumulado da metade do ano, o ranking dos cinco municípios com maiores registros de chuvas conta também com Lucena e Baía da Tração, na mesorregião da Mata paraibana; e Cajazeiras e Olho D’água, no Sertão do estado.

Municípios em que mais choveu no 1º semestre de 2020

Município Índice pluviométrico
João Pessoa 1.768,5 mm
Lucena 1.742 mm
Cajazeiras 1.638,1 mm
Baía da Traição 1.575,6 mm
Olho D’água 1.558,8 mm

Conforme a meteorologista Marle Bandeira, é comum que a primeira metade do ano apresente um volume considerável de chuvas em cidades litorâneas, com período chuvoso entre abril e julho; e sertanejas, com período chuvoso entre fevereiro e maio.

Já em junho, os municípios de Lucena e João Pessoa concentraram os maiores volumes chuvas registradas. Lucena registrou 423,9 milímetros de chuvas, enquanto mais 387,1 mm foram notificados na capital paraibana.

A previsão é de que continue chovendo em João Pessoa durante o mês de julho. Já em agosto, devem devem acontecer chuvas isoladas.

O ranking das cidades onde mais choveu em junho na Paraíba tem ainda Baía da Traição, Pitimbu, Caaporã, Marcação, Conde, Rio Tinto, Juripiranga e Mataraca. Todas as dez cidades com maiores índices de chuvas em junho estão localizadas na mesorregião da Mata paraibana.

As regiões do Litoral e Sertão da Paraíba registraram reduções na intensidade e nas áreas com seca durante o mês de maio, se comparado a abril deste ano. Os dados são do Monitor das Secas, que é coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA), divulgados em junho.

Conforme a ANA, as chuvas que caíram na Paraíba em maio deste ano foram responsáveis pela expansão da área sem seca no Sertão e surgimento de uma área sem o fenômeno no Litoral, assim como a diminuição da área de seca moderada que já existia.

Com a ausência do fenômeno no Litoral, não há mais seca de curto prazo, que varia entre um e seis meses. Os impactos passam a ser somente de longo prazo, acima de 12 meses, em todo o estado.

A redução das áreas de seca também foi registrada nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Litoral de Sertão da Paraíba têm redução de áreas de seca em maio, diz ANA — Foto: ANA/Divulgação

Litoral de Sertão da Paraíba têm redução de áreas de seca em maio, diz ANA — Foto: ANA/Divulgação

Chuvas normalizaram situação hídrica de 98 açudes

As chuvas que caíram na Paraíba até o começo de julho deste ano normalizaram a situação de pelo menos 98 açudes. Isso significa que todos eles contam com mais de 20% de sua capacidade hídrica.

Outros nove reservatórios estão sangrando; 13 estão em observação, com menos de 20% da capacidade; e 14 estão em situação crítica, com menos de 5% do volume hídrico que comportam.

Apenas um manancial paraibano está seco. O açude de Manguape, localizado no município de São Sebastião de Lagoa de Roça, Agreste do estado, não possuía volume hídrico até a sexta-feira (10).

Situação dos açudes da Paraíba no começo no segundo semestre de 2020
Pelo menos 98 reservatórios estão com situação considerada normalizada.
Mais de 20% da caapacidade: 98Menos de 5% da capacidade: 14Menos de 20% da capacidade: 13Sangrando : 9

Mais de 20% da caapacidade
98
Fonte: Aesa

Boqueirão tem queda de volume após abertura de comportas

Após ter chegado a 3% do volume total, um dos índices mais baixos da história, o açude Epitácio Pessoa, que abastece Campina Grande, chegou em 2020 a 70,9% do total da sua capacidade, que é de 466 milhões de metros cúbicos de água.

As comportas do manancial foram abertas no início de junho, após autorização da Agência Nacional de Águas (ANA). A medida tem a finalidade de ajudar a perenizar o Rio Paraíba e levar água para outros reservatórios, como o Açude Acauã, que contava apenas com 13,5% de sua capacidade total.

De acordo com o monitoramento da Aesa, após a abertura das comportas o volume do reservatório diminuiu para 68,10% da capacidade total e conta 153.073.136 metros cúbicos de água.

Comportas do açude de Boqueirão foram abertas — Foto: Pedro Honório e Evandro Pereira/Arquivo Pessoal

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