Arcebispo da Paraíba critica aborto realizado em menina grávida do tio após ser estuprada: “somos a favor da vida em todas as circunstâncias”

"A posição da Igreja todos conhecem. Nós somos a favor da vida em todas as circunstâncias", disse o arcebispo Dom Manoel Delson.

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O arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson, disse que a Igreja Católica defende a vida e que a gravidez da menina de 10 anos estuprada no estado do Espírito Santo pelo tio deveria ter sido mantida. Em entrevista ao Arapuan Verdade desta segunda-feira (17), o líder religioso argumentou que médicos já conseguiram fazer partos de gestantes entre 10 e 12 anos de idade.

“A posição da Igreja todos conhecem. Nós somos a favor da vida em todas as circunstâncias. E sabemos que é uma situação muito difícil essa de uma criança de 10 anos que foi estuprada e que está grávida e gerando uma outra criança. Mas mesmo assim a Igreja é a favor de que a vida das duas seja defendida”, declarou Dom Delson.

Ele também disse que existe um movimento pró-aborto no mundo que aproveita casos como esse para defender a prática. “Há um movimento pró-aborto muito grande no mundo hoje e utiliza dessas situações, vamos dizer assim, bem do limite de uma criança grávida para defender o aborto.”

Dom Delson alegou que os efeitos psicológicos já fazem parte da vida da criança a partir do estupro e que realizar o aborto não resolve a questão. “A gente sabe dos efeitos psicológicos na vida da criança. Mas os efeitos psicológicos já existem desde o abuso sexual. Então a criança não vai estar mais livre disso não. Com acompanhamento psicológico, com acompanhamento da família, das pessoas de bem, essa criança pode ter o filho. Eu lembro que em algumas situações médicos já fizeram muitos partos de criança de 10 a 12 anos. E a criança nasceu muito tranquila, sem problema nenhum. Tem uma briga aí daqueles que são pró-aborto e os que defendem a vida e a Igreja se coloca do lado daqueles que defendem a vida.”

O aborto foi realizado entre esse domingo (16) e esta segunda-feira (17), em diferentes fases, em uma unidade de saúde no Recife, em Pernambuco, após a criança ter atendimento negado no seu estado de origem.

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