Sérgio Meira sela acordo com oposição e grupo emplaca nome na diretoria do Botafogo-PB

Provável candidato à presidência do clube, Alexandre Cavalcanti, e o presidente atual, Sérgio Meira, entraram um acordo de conciliação, agora com a devida assinatura de contrato.

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Demorou. Foram várias tentativas, diversas reuniões, almoços, encontros remotos e outros presenciais. Idas e vindas de minutas de contrato. Acordos verbais, desistências, brigas internas na diretoria. Mas, enfim, nesta terça-feira, num restaurante da cidade, a oposição do Botafogo-PB, capitaneada pelo provável candidato à presidência do clube, Alexandre Cavalcanti, e o presidente atual, Sérgio Meira, entraram um acordo de conciliação, agora com a devida assinatura de contrato.

Com tudo no preto e no branco, agora o departamento de futebol vai ser tocado pelo grupo de oposição. Alexandre Cavalcanti vai assumir a vice-presidência de futebol, que estava com Nelson Lira. O ex-presidente do clube Guilherme Novinho e o conselheiro Paulo Monte, que fazem parte da oposição, vão ser auxiliares no departamento financeiro.

Caso Pedro Ruffo, atual vice financeiro, não aceitar, a tendência é que ele peça renúncia. Renato Beltrão, outro braço direito de Sérgio Meira até aqui, é outro que deve pedir para sair. Ambos têm ressalvas à presença de Breno Morais avalizando o acordo. O ex-vice de futebol, aliás, que participou dessa reunião definitiva, nesta terça-feira. Breno não deve assumir nenhum cargo estatutário, visto que está banido pelo futebol pelo STJD, condenado por tentativa de manipular resultados no futebol paraibano. Na esfera criminal, onde ainda é réu, o diretor não foi julgado.

Bastidores do acordo

Diretoria e oposição já conversam por um acordo há quase um mês. Na última quinta-feira, as conversas avançaram bastante. Como antecipou o ge, o grupo de oposição chegou a um acordo verbal com Sérgio Meira. Enquanto Alexandre Cavalcanti, principal interlocutor com o atual presidente, foi para casa para redigir a minuta do contrato, Sérgio foi conversar com seu grupo político. E esse foi o principal entrave.

Sérgio Meira já demonstrava cansaço de ser responsabilizado pelos fracassos todos e de cuidar do futebol. Por ele, parecia sempre claro que o acordo iria prosperar. O dirigente pesou que dar o futebol para a oposição, que é mais experiente na pasta, poderia ser uma boa, além de que o efeito da conciliação repercutiria bem na torcida.

Seu núcleo mais próximo, formado por Pedro Ruffo, Renato Beltrão e Frederich Diniz, resistia ao acordo por dois motivos essenciais: a natural perda de espaço de poder, proposta pela oposição, e o retorno de Breno Morais ao clube, o que incomoda muitos, visto que o dirigente está banido do futebol na esfera jurídica desportiva.

Por conta dessa pressão de seus colegas, Sérgio Meira refugou algumas vezes de assinar o contrato da conciliação. Foram quase 10 encontros entre o presidente e Alexandre Cavalcanti. Algumas reformas no documento, adição de termos. E nada de Sérgio Meira assinar. Até que a oposição deu o gesto, nessa segunda-feira, que cansou e que voltaria a campo para o debate político de olho na eleição.

A chapa de oposição, aliás, estava para ser anunciada nesta terça-feira. Foi quando Sérgio Meira voltou a fazer contato e pediu uma nova reunião para selar o acordo. O dirigente estava, enfim, decidido. E não só com essa decisão na cabeça. O mandatário botafoguense já havia avisado ao seu vice, Orlando Soares, que, se a oposição não aceitasse o acordo, ele iria pedir a renúncia da presidência do Belo. O que, no fim das contas, não foi necessário, já que o encontro resultou em acordo.

Dessa vez, Breno Morais acompanhou Alexandre Cavalcanti na reunião e participou das conversas pessoalmente. Sérgio Meira contrariou seu colegas de grupo e assinou o contrato da conciliação. A reportagem do apurou que a decisão foi do presidente, sem anuência do seu grupo.

O acordo não contempla nenhuma conciliação entre oposição e situação para uma chapa conjunta nas eleições de outubro. A tendência é que Alexandre Cavalcanti seja o candidato da oposição. Se vai haver batida de chapa, deixamos para os próximos capítulos.

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