Carga viral da variante Delta é mil vezes maior, diz infectologista Fernando Chagas

Médico e diretor-geral do Complexo Clementino Fraga - hospital referência no tratamento da Covid-19 em João Pessoa, participou hoje do programa F5

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O médico infectologista Fernando Chagas, diretor-geral do Complexo Clementino Fraga – hospital referência no tratamento da Covid-19 em João Pessoa, participou nesta quarta-feira (1º) do programa F5 e tratou sobre a variante Delta, detectada em 25 pessoas de 12 cidades da Paraíba.

De acordo com Chagas, a mutação foi gerada no receptor de entrada, que se liga mais facilmente às células, causando a doença. Além disso, uma quantidade maior de vírus se faz presente no local da invasão e na saída dele, através da mucosa nasal.

Fernando Chagas revelou que a Delta chega a ter mais de mil vezes mais vírus na mucosa nasal do que as já identificadas, o que faz com ela seja mais transmissível.

“Existe uma escala de transmissibilidade dos microrganismos. Em primeiro lugar vem o sarampo, em segundo era até então a catapora, hoje está essa variante Delta. Ainda bem que se chegou a conclusão de que ela não tem uma capacidade de ser mais violenta, porém, quando se adoece muito mais ao mesmo tempo, você acaba consequentemente vendo mais pessoas indo para a forma grave”, explicou.

Chagas destacou a importância do avanço da vacinação contra a Covid-19. Conforme ele, se a Delta chegasse em meio ao cenário do ano passado, sem a vacina, teria sido muito pior.

“Todo mundo sentiu na pele as perdas e a destruição que esse vírus causou no mundo, mas se fosse a variante Delta lá atrás, teria sido ainda muito pior. Isso é o que realmente preocupa: a velocidade que ele consegue avançar”, pontou.

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