O governador da Paraíba, João Azevêdo, assinou nesta segunda-feira (8), na sede da Academia Paraibana de Letras (APL), em João Pessoa, a ordem de licitação para a reforma e restauração do prédio que abrigará o Museu da Diáspora Negra, dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais da Paraíba, na Praça Rio Branco, além da construção do Memorial Augusto dos Anjos. Juntas, as obras representam investimentos de aproximadamente R$ 7,4 milhões, dentro do programa de revitalização do Centro Histórico da Capital.
Investimentos no Centro Histórico
Durante a solenidade, o governador destacou outras iniciativas em andamento para ocupação da área central de João Pessoa, como a entrega da Escola de Artes, da Biblioteca Augusto dos Anjos e da restauração de equipamentos históricos, a exemplo da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes, do Palácio da Justiça e do Teatro Santa Roza.
Azevêdo também citou obras previstas, como o Parque Tecnológico Horizontes de Inovação, o Museu da História da Paraíba, no Palácio da Redenção, e a requalificação de prédios históricos, incluindo a Catedral de Nossa Senhora das Neves e o Mosteiro de São Bento.
Memorial Augusto dos Anjos
O Memorial Augusto dos Anjos será construído ao lado da APL e contará com auditório, foyer, cafeteria, área de mesas para café e banheiros. O presidente da Academia, Ramalho Leite, agradeceu ao governo pela iniciativa. “Agora, Augusto dos Anjos vai ganhar um memorial à altura do seu nome. Temos na APL um memorial de pequeno porte, mas de acervo considerável, que colocaremos à disposição do Estado”, afirmou.
Museu da Diáspora Negra
O Museu será instalado no prédio que, no período colonial, foi residência do Capitão-Mor da província da Paraíba e que já abrigou um antigo pelourinho. O espaço terá seis salas de exposição, biblioteca, loja, sala de apoio, terraço e área de café.
A secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Lídia Moura, destacou que o equipamento deve ser entregue até o início de 2026. “Será um espaço de memória, reparação e reconhecimento, contando a história da diáspora africana, dos povos indígenas, quilombolas e ciganos”, afirmou.
Reconhecimento de movimentos sociais
A coordenadora da Rede de Mulheres de Terreiro, Tânia Maria da Silva, classificou a criação do Museu como uma conquista histórica. “Vai retratar toda a luta dos movimentos sociais e das religiões de matriz africana. É um sonho antigo que se torna realidade”, declarou.
Para o ativista negro José Roberto, o equipamento simboliza uma reparação. “O Museu vai resgatar a história invisibilizada do povo negro e contribuir com a educação da sociedade”, afirmou.
Presenças
A cerimônia contou com a participação dos secretários de Estado Cláudio Furtado (Ciência, Tecnologia e Inovação), Nonato Bandeira (Comunicação Institucional), Roberto Paulino (Chefe de Governo), Simone Guimarães (Suplan), Naná Garcéz (EPC), Ronaldo Guerra (Gabinete do Governador) e Aristeu Chaves (Empaer).




