Jovem denuncia estupro cometido por motorista de aplicativo após corrida em João Pessoa

Vítima de 18 anos relatou que foi mantida dentro do veículo após o término da viagem e sofreu violência sexual; caso é investigado pela Polícia Civil

Uma jovem de 18 anos denunciou ter sido vítima de estupro praticado por um motorista de aplicativo na noite desta quarta-feira (4), no bairro dos Bancários, em João Pessoa. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil da Paraíba.

De acordo com o relato da vítima, ela havia solicitado uma corrida por aplicativo para retornar para casa após sair da faculdade. Após a conclusão da viagem, o motorista teria impedido que ela deixasse o veículo e seguido para uma área com pouca circulação de pessoas.

Segundo as informações repassadas às autoridades, o suspeito obrigou a jovem a se deslocar para o banco traseiro do automóvel, onde teria cometido a violência sexual.

Após o crime, o homem teria liberado a vítima e feito ameaças para que ela não denunciasse o ocorrido. Conforme o depoimento, o suspeito afirmou que sabia onde ela morava e mencionou ser casado, numa tentativa de intimidá-la.

Mesmo abalada emocionalmente e com receio das ameaças, a jovem procurou atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Bancários. A vítima apresentava sangramento vaginal e, durante o atendimento, informou aos profissionais de saúde que havia sofrido violência sexual.

Diante da denúncia, a Polícia Militar foi acionada e acompanhou a jovem até a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), onde ela prestou depoimento e formalizou a ocorrência.

A vítima também foi submetida a exame de corpo de delito e recebeu atendimento médico especializado, incluindo a administração de medicamentos preventivos para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez decorrente da violência.

A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento e trabalham para identificar e localizar o motorista apontado pela vítima. Informações relacionadas à corrida realizada pelo aplicativo e outros elementos que possam auxiliar na apuração do caso deverão ser analisados pelos investigadores.

O caso segue sob sigilo para preservar a identidade da vítima e garantir o andamento das investigações.

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