Acusado de matar namorada com tiro na cabeça será julgado pelo Tribunal do Júri em João Pessoa

Crime ocorreu em 2017 durante uma festa no bairro do Róger; família da vítima aguarda julgamento há quase nove anos

O Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa realiza nesta quinta-feira (11) o julgamento de Yuri Ramos Coutinho Nóbrega, acusado de matar a namorada, Luanna Alverga Ramalho Barbosa, durante uma festa realizada em julho de 2017 na Capital.

Luanna tinha 20 anos quando foi atingida por um tiro na cabeça durante uma comemoração de aniversário na residência do acusado, localizada no Condomínio Arruda Câmara, no bairro do Róger. O crime ocorreu na noite de 23 de julho daquele ano.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba, o disparo foi efetuado com uma espingarda calibre 20 pertencente a Ricardo Sérgio Coutinho Nóbrega, tio do réu, que também foi denunciado no processo.

Após o ocorrido, Yuri Ramos Coutinho Nóbrega se apresentou espontaneamente à Polícia Civil e admitiu ter acionado o gatilho da arma. Na ocasião, alegou que acreditava que o armamento estivesse descarregado e que o disparo teria ocorrido de forma acidental.

Entretanto, a versão apresentada pelo acusado foi contestada pela perícia criminal. Segundo o laudo técnico anexado ao processo, os peritos concluíram que o disparo não ocorreu de maneira acidental. O exame apontou ainda que a distância entre o cano da espingarda e a cabeça da vítima era de aproximadamente 50 centímetros no momento do tiro.

O caso ganhou grande repercussão e segue sendo acompanhado pela família de Luanna, que aguarda uma decisão da Justiça há quase nove anos.

Nas redes sociais, o primo da vítima, Lucas Alverga, publicou um vídeo cobrando a responsabilização do acusado e pedindo a condenação pelo crime.

“Há nove anos esperamos que a Justiça seja feita. A única coisa que pedimos é justiça. Que ele seja condenado pelo que fez, pelo mal que causou e pela vida que tirou”, afirmou.

O julgamento acontece no Fórum Criminal de João Pessoa e deverá reunir familiares, amigos da vítima e representantes dos órgãos de Justiça envolvidos no caso. A expectativa é de que, ao final da sessão, o Conselho de Sentença decida sobre a responsabilidade criminal do acusado.

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