Uma troca de acusações entre os deputados estaduais Cida Ramos e Walber Virgolino movimentou o cenário político paraibano nesta sexta-feira (12), após declarações relacionadas à existência de policiais corruptos na Paraíba.
A polêmica teve início após Walber Virgolino afirmar, na última terça-feira (9), que conhece policiais envolvidos em práticas de corrupção dentro da segurança pública estadual. A declaração repercutiu no meio político e levou Cida Ramos, presidente estadual do PT, a cobrar publicamente que o parlamentar revele os nomes às autoridades competentes.
Durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM, a deputada argumentou que, por ser delegado de polícia e deputado estadual, Walber teria a obrigação de comunicar formalmente qualquer informação relacionada a possíveis crimes praticados por agentes públicos.
A cobrança foi respondida pelo parlamentar durante participação no mesmo programa. Walber classificou a postura da deputada como oportunista e afirmou que suas declarações estariam sendo utilizadas para gerar repercussão política.
Ao rebater as críticas, o deputado também citou questionamentos envolvendo a atuação de Cida Ramos em sua trajetória política e fez referência a investigações da Operação Calvário, que apurou supostos desvios de recursos públicos na Paraíba.
“Toda vez que quiserem atingir a Polícia Civil, como ela atingiu, eu estarei lá para defender. Sou membro da segurança pública e não aceito isso”, declarou o parlamentar.
A discussão ocorre em meio à repercussão da Operação Perfídus, investigação conduzida pela Polícia Civil da Paraíba em conjunto com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). A operação resultou na prisão do delegado Braz Morrone e do policial Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como “Mão Branca”.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque Eduardo Jorge havia recebido anteriormente uma homenagem concedida por Walber Virgolino por meio de um Diploma de Honra ao Mérito.
Ao comentar a operação, o deputado afirmou ter ficado surpreso com as acusações e disse aguardar o aprofundamento das investigações para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
“Fiquei perplexo, me senti envergonhado, mas eu não conheço os detalhes da operação. Eu quero que a Justiça seja feita e que não se institucionalize uma operação isolada. Que os culpados paguem”, afirmou.
O episódio amplia o debate sobre transparência, combate à corrupção e responsabilidade institucional dentro das forças de segurança pública, temas que devem continuar repercutindo no ambiente político paraibano nos próximos dias.
Até o momento, não houve divulgação de nomes de outros policiais que teriam sido mencionados nas declarações iniciais feitas por Walber Virgolino.




