A Paraíba registrou, nesta sexta-feira (12), a 19ª doação de órgãos de 2026. O procedimento foi realizado no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, após a confirmação da morte encefálica de um homem de 48 anos, vítima de Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico.
A captação é a quarta realizada apenas no mês de junho e reforça a importância da doação de órgãos como um ato de solidariedade capaz de salvar e transformar vidas.
Após a autorização da família, equipes especializadas iniciaram o procedimento cirúrgico para retirada dos órgãos e tecidos destinados aos pacientes que aguardam na fila de transplantes. Foram doados o fígado, os rins e as córneas.
A diretora da Central Estadual de Transplantes da Paraíba, Rafaela Carvalho, destacou a relevância do diálogo familiar sobre o tema, lembrando que, no Brasil, a doação só pode ser efetivada com a autorização dos parentes.
“É fundamental que as pessoas conversem com seus familiares sobre o desejo de ser doadoras. No Brasil, a doação de órgãos só acontece com a autorização da família. Quando esse desejo é manifestado em vida, a decisão se torna mais segura e respeita a vontade da pessoa. Falar sobre doação é falar sobre a possibilidade de salvar vidas”, afirmou.
Com a nova captação, a Paraíba chega à marca de 19 doações de órgãos realizadas em 2026. Os procedimentos já possibilitaram a realização de 64 transplantes ao longo deste ano, beneficiando pacientes que aguardavam uma nova oportunidade de vida.
Apesar dos avanços, a fila de espera ainda é significativa. Atualmente, 869 pessoas aguardam por um transplante no estado, entre pacientes que necessitam de órgãos e tecidos para tratamento de diversas doenças.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a conscientização da população e o diálogo familiar continuam sendo fundamentais para ampliar o número de doações e reduzir o tempo de espera dos pacientes cadastrados no sistema de transplantes.
Especialistas destacam que uma única doação pode beneficiar várias pessoas, permitindo que órgãos e tecidos sejam destinados a diferentes receptores e aumentando as chances de recuperação e qualidade de vida para quem aguarda na fila.
A nova captação reforça o trabalho desenvolvido pela Central Estadual de Transplantes e pelas equipes hospitalares da Paraíba, que atuam na identificação de potenciais doadores, acolhimento das famílias e realização dos procedimentos necessários para tornar possível cada transplante.




