A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (17), a Operação Contrapartida, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar na importação e comercialização ilegal de medicamentos em diversas cidades do país, incluindo João Pessoa, Recife e Maceió.
Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão nas cidades de Recife e Bom Conselho, em Pernambuco, além de Foz do Iguaçu, no Paraná. Também foram apreendidos três veículos de luxo supostamente ligados aos investigados.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que o grupo adquiria medicamentos de forma ilegal no Paraguai e era responsável por toda a logística de transporte, armazenamento e distribuição dos produtos para diferentes cidades nordestinas.
De acordo com os investigadores, os medicamentos comercializados não possuíam autorização ou registro junto aos órgãos sanitários competentes, o que representa riscos à saúde pública e caracteriza infrações previstas na legislação brasileira.
As apurações também indicam que a organização utilizava empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos obtidos com as atividades ilícitas. O esquema teria sido estruturado para movimentar valores financeiros e dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.
A Operação Contrapartida é resultado de um trabalho de inteligência desenvolvido pela Polícia Federal para combater crimes relacionados ao contrabando de medicamentos e à atuação de organizações criminosas com ramificações interestaduais.
Os investigados poderão responder pelos crimes de importação e comercialização de medicamentos sem registro ou proibidos pela autoridade sanitária, contrabando, organização criminosa e lavagem de capitais.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas diligências poderão ser realizadas para identificar outros envolvidos e ampliar o rastreamento das atividades financeiras ligadas ao grupo.
A operação reforça as ações de combate ao comércio ilegal de medicamentos, prática que além de causar prejuízos à arrecadação pública, pode colocar em risco a saúde da população devido à falta de controle sobre a procedência, armazenamento e qualidade dos produtos comercializados.




