Operação da Polícia Civil investiga grupo suspeito de desviar mais de R$ 5 milhões de contas bancárias

Ação cumpre mandados em cinco estados e já resultou na prisão de três pessoas em João Pessoa.

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10), a Operação Dupla Face, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes contra clientes de instituições financeiras e desviar mais de R$ 5 milhões de contas bancárias.

Até o momento, três pessoas foram presas em João Pessoa. A operação também cumpre 12 mandados judiciais, entre ordens de prisão e de busca e apreensão, nas cidades de João Pessoa e Pitimbu, além de ações simultâneas nos estados do Rio Grande do Norte, Alagoas, São Paulo e Minas Gerais.

Esquema utilizava documentos falsificados

Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava documentos falsificados em nome de correntistas para solicitar a emissão de novos cartões bancários. Após obter acesso às contas das vítimas, os suspeitos realizavam transferências e desviavam os recursos de forma fraudulenta.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, relógios, dinheiro em espécie e equipamentos de informática, incluindo computadores, em um imóvel localizado no Litoral Sul da Paraíba.

Investigação durou vários meses

De acordo com o delegado Bruno Vitor, responsável pelo caso, a investigação teve início após denúncias apresentadas por vítimas e contou com meses de monitoramento da atuação dos suspeitos.

Segundo o delegado, os investigados mantinham um padrão de vida incompatível com a renda declarada, realizando gastos elevados e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com sua condição econômica, circunstâncias que reforçaram as suspeitas durante o trabalho investigativo.

Operação continua

A Polícia Civil informou que ainda aguarda informações das equipes que cumprem mandados nos demais estados para divulgar o balanço completo da Operação Dupla Face.

Os três presos em João Pessoa foram encaminhados para a Central de Polícia da Capital, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações prosseguem para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e dimensionar o prejuízo total causado às vítimas e às instituições financeiras.

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