O Ministério Público da Paraíba (MPPB) anunciou que irá ajuizar uma Ação Civil Pública para solicitar o banimento definitivo das torcidas organizadas Jovem e Fúria, vinculadas ao Botafogo-PB. A medida ocorre após os episódios de violência registrados no último domingo (12), antes da partida entre Botafogo-PB e Confiança-SE, pela Série C do Campeonato Brasileiro.
Segundo o órgão, o pedido será fundamentado na Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023) e deverá ser protocolado até o fim deste mês.
Plano de segurança para próximo jogo
A decisão foi discutida durante reunião realizada na terça-feira (14), na qual também ficou definido que o Botafogo-PB deverá apresentar, no prazo de 24 horas, um plano operacional de segurança para a partida contra o Santa Cruz, marcada para o dia 8 de agosto, no Estádio Almeidão.
Após receber o documento, a Polícia Militar terá cinco dias para analisá-lo.
Polícia Militar fará avaliação de risco
Além da análise do plano de segurança, a Polícia Militar deverá encaminhar ao Ministério Público, em até 10 dias, um relatório contendo o histórico de ocorrências envolvendo as torcidas organizadas do Botafogo-PB e do Santa Cruz, bem como a avaliação do risco de confrontos durante a partida.
O documento servirá como base para a definição sobre a presença ou não da torcida visitante no confronto.
Suspensão das torcidas foi ampliada
Enquanto a ação judicial não é analisada, o Ministério Público ampliou a suspensão das torcidas Jovem e Fúria para os próximos dois compromissos do Botafogo-PB na Série C.
As organizadas estarão impedidas de participar das partidas contra:
- Santa Cruz, em 8 de agosto;
- Guarani, em 22 de agosto.
Além disso, os integrantes das duas torcidas permanecem proibidos de permanecer em um raio de cinco quilômetros do Estádio Almeidão durante os jogos.
Ingressos para torcida visitante
Durante a reunião, também foi definido que o Botafogo-PB deverá manter os mesmos valores anteriormente praticados para os ingressos destinados à torcida visitante nos jogos da Série C.
Segundo o Ministério Público, a medida busca evitar aumentos considerados abusivos e possíveis sanções por parte do MP-Procon.




