A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16), a Operação Cadeia de Comando, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por envolvimento com tráfico de drogas, torturas e homicídios. A ofensiva incluiu o cumprimento de 21 mandados de prisão preventiva, 24 mandados de busca e apreensão e medidas de bloqueio patrimonial que somam aproximadamente R$ 15 milhões.
Coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACCO), a operação mobilizou equipes policiais em Campina Grande, Areia, Esperança e Montadas, na Paraíba, além de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
De acordo com as investigações, a organização criminosa possuía uma estrutura hierarquizada, com integrantes responsáveis por determinar e executar ações ilícitas. Um dos principais pontos identificados pelos investigadores foi a existência de ordens para a prática de crimes emitidas de dentro do sistema prisional.
A descoberta levou a Polícia Civil a concentrar parte das investigações na identificação dos responsáveis pelo comando das atividades criminosas, além dos suspeitos encarregados de cumprir as determinações fora das unidades prisionais.
A operação também teve como foco atingir a estrutura financeira do grupo. As medidas de constrição patrimonial, que alcançam cerca de R$ 15 milhões, buscam restringir o acesso dos investigados a recursos e bens relacionados às atividades sob apuração.
Além do DRACCO, participaram da ação equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRF), da Delegacia Seccional de Esperança e da Polícia Civil de Minas Gerais.
A atuação conjunta permitiu o cumprimento simultâneo das medidas judiciais em diferentes municípios e estados, com o objetivo de interromper a comunicação entre integrantes da organização e reunir elementos que contribuam para o aprofundamento das investigações.
Segundo a Polícia Civil, a Operação Cadeia de Comando faz parte das ações de enfrentamento ao crime organizado, com atenção especial à atuação de grupos que mantêm estruturas de comando mesmo com integrantes dentro do sistema penitenciário.
As investigações continuam para esclarecer a participação individual dos suspeitos e identificar outros possíveis envolvidos nos crimes atribuídos à organização. A polícia ainda não divulgou um balanço detalhado das prisões efetivamente realizadas durante a operação.




