Nilvan Ferreira e Cabo Gilberto contestam reeleição de Lula e questionam resultado das urnas

Parlamentares do PL na Paraíba criticam resultado do segundo turno, acompanham posicionamento de Flávio Bolsonaro e levantam suspeitas sobre o processo eleitoral sem apresentar provas de irregularidades.

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado neste domingo (25), provocou reações de duas das principais lideranças do Partido Liberal (PL) na Paraíba. O deputado estadual eleito Nilvan Ferreira e o deputado federal Cabo Gilberto Silva, apontados como os dois candidatos mais votados da legenda no estado, manifestaram publicamente insatisfação com o resultado e fizeram questionamentos sobre a votação.

Nilvan Ferreira afirmou que não reconhece a vitória de Lula e demonstrou apoio à intenção do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado na disputa presidencial, de recorrer à Justiça Eleitoral para solicitar a anulação do segundo turno. O parlamentar eleito também criticou a condução do processo eleitoral e apresentou previsões negativas para o cenário econômico brasileiro.

Ao comentar o resultado, Nilvan classificou a reeleição do presidente como uma “tragédia” e mencionou possíveis consequências para a economia nacional, entre elas a valorização do dólar, a queda da Bolsa de Valores e a elevação das taxas de juros. As declarações representam avaliações políticas do deputado eleito e não constituem, por si só, indicadores de que esses movimentos econômicos ocorrerão.

Questionado diretamente sobre o reconhecimento do resultado das urnas, Nilvan respondeu: “Não reconheço, não. Essa vitória, não”.

O político também levantou questionamentos sobre a prorrogação do horário de votação em determinadas seções eleitorais, medida adotada durante o segundo turno em razão de dificuldades enfrentadas por eleitores em algumas regiões do país. Nilvan manifestou concordância com a iniciativa anunciada por Flávio Bolsonaro de buscar uma contestação judicial do resultado.

Apesar das críticas, não foram apresentadas, nas declarações divulgadas, provas de irregularidades capazes de demonstrar comprometimento da apuração ou da legitimidade do resultado eleitoral.

O deputado federal Cabo Gilberto Silva, que exerce a liderança da oposição na Câmara dos Deputados, também reagiu à vitória de Lula por meio das redes sociais. Aliado político de Flávio Bolsonaro, o parlamentar publicou uma mensagem com críticas contundentes ao resultado e utilizou a expressão “golpe” para se referir à eleição.

Na publicação, Cabo Gilberto fez acusações contra apoiadores do presidente reeleito, empregando termos ofensivos e associando a comemoração do resultado eleitoral a supostas irregularidades. Entretanto, o parlamentar não apresentou evidências que sustentassem a alegação de fraude ou de interferência ilegal no processo de votação.

As manifestações dos dois políticos paraibanos acompanham a posição anunciada por Flávio Bolsonaro após a divulgação do resultado nacional. O senador afirmou que pretende recorrer à Justiça para questionar a eleição, especialmente em relação à ampliação do horário de votação em determinadas seções.

A apresentação de questionamentos judiciais é um instrumento previsto no ordenamento jurídico brasileiro. No entanto, eventual contestação do resultado precisa ser fundamentada em elementos concretos e submetida à análise das autoridades competentes. Declarações de não reconhecimento, isoladamente, não modificam os resultados proclamados pela Justiça Eleitoral.

Na Paraíba, Lula venceu a disputa presidencial nos 223 municípios do estado, alcançando 1.794.059 votos no segundo turno, contra 865.210 votos recebidos por Flávio Bolsonaro. A diferença entre os candidatos foi de 928.849 votos, com o presidente reeleito obtendo 67,46% dos votos válidos, enquanto o adversário registrou 32,54%.

O desempenho eleitoral de Lula na Paraíba também apresentou crescimento em relação ao primeiro turno, quando havia recebido 1.541.127 votos. O acréscimo foi de 252.932 votos na etapa decisiva da eleição.

As declarações de Nilvan Ferreira e Cabo Gilberto evidenciam a continuidade das divergências políticas após o encerramento da disputa presidencial. Até o momento das informações divulgadas, as acusações feitas pelos parlamentares não estavam acompanhadas de provas que demonstrassem irregularidades no resultado oficial das urnas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui