Delegado e policial investigados na Operação Perfídus são exonerados de cargos no Governo da Paraíba

Medida foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (29) e atinge dois integrantes da Polícia Civil investigados por suspeita de envolvimento em esquema de tráfico de drogas.

O Governo da Paraíba oficializou a exoneração do delegado Braz Morroni de Paiva Júnior e do policial civil Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca”, dos cargos de confiança que ocupavam na estrutura da Polícia Civil. As decisões foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (29) e envolvem dois investigados na Operação Perfídus, que apura a possível participação de agentes públicos em atividades ligadas ao crime organizado.

As exonerações representam a retirada dos servidores das funções comissionadas que exerciam em delegacias especializadas, mas não significam demissão definitiva dos quadros da Polícia Civil. Ambos continuam vinculados à instituição, enquanto os procedimentos judiciais e administrativos relacionados às investigações seguem em andamento.

Deflagrada em 2 de junho deste ano, a Operação Perfídus foi conduzida pela Polícia Civil em conjunto com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba. A investigação revelou suspeitas de um esquema envolvendo policiais e integrantes de organizações criminosas, com possíveis desvios de drogas apreendidas, comercialização ilegal de entorpecentes, corrupção e utilização indevida de informações sigilosas.

Além de Braz Morroni e Eduardo Jorge, o policial civil Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”, também figura entre os investigados. Segundo o Ministério Público, integrantes do grupo teriam utilizado a estrutura policial para obter carregamentos de drogas e posteriormente repassá-los ao mercado clandestino. As acusações ainda estão sujeitas à análise judicial, com garantia do direito de defesa dos envolvidos.

O caso teve novos desdobramentos em agosto, quando a Justiça recebeu denúncia contra oito investigados, que passaram à condição de réus. Em setembro, uma decisão judicial chegou a determinar a soltura de três policiais, mas a ordem foi posteriormente cancelada porque as prisões estavam vinculadas a outros procedimentos. Mais recentemente, o Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva de Everton Rychelyson, ao considerar os fundamentos apresentados para a continuidade da medida cautelar.

A Operação Perfídus permanece como uma das investigações envolvendo suspeitas de corrupção policial e atuação de organizações criminosas na Paraíba em 2026. As exonerações publicadas nesta quinta-feira representam um novo desdobramento administrativo do caso, enquanto a Justiça continua responsável pela apuração das acusações e pela definição das eventuais responsabilidades criminais dos investigados.

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