Morre criança de 2 anos e número de vítimas de acidente na BR-230 sobe para sete

Menina estava internada em estado grave no Hospital de Trauma de Campina Grande após colisão entre uma van que transportava pacientes e uma caminhonete.

A menina Anny Beatriz da Silva, de apenas 2 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (29), após permanecer internada em decorrência de um grave acidente registrado na BR-230, entre os municípios de Juazeirinho e Soledade, no interior da Paraíba. Com a morte da criança, o número de vítimas fatais da colisão envolvendo uma van e uma caminhonete chegou a sete.

A criança estava internada na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, desde a última terça-feira (27), quando ocorreu o acidente. Apesar dos esforços da equipe médica, a menina não resistiu à gravidade dos ferimentos e teve o óbito confirmado à 0h17 desta quinta-feira.

O acidente aconteceu durante a madrugada de terça-feira, no quilômetro 227 da BR-230. A van havia saído de Itaporanga, no Sertão paraibano, transportando pacientes que precisavam realizar tratamentos de saúde em unidades hospitalares de Campina Grande e João Pessoa. Durante o percurso, o veículo colidiu frontalmente com uma caminhonete que seguia em direção ao município de Juazeirinho.

A força do impacto provocou a morte de seis pessoas ainda no local da colisão. Quatro vítimas estavam na van, enquanto outras duas ocupavam a caminhonete. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária Federal foram mobilizadas para atender à ocorrência e prestar socorro aos sobreviventes.

Outras vítimas foram encaminhadas ao Hospital de Trauma de Campina Grande. Entre os pacientes que permaneciam internados estavam uma criança de 4 anos, em estado grave, e duas mulheres, de 25 e 30 anos, que continuavam recebendo acompanhamento médico.

As circunstâncias da colisão estão sendo investigadas pelas autoridades. Uma das hipóteses consideradas inicialmente é a possibilidade de invasão da faixa contrária por um dos veículos, mas a dinâmica do acidente ainda depende da conclusão dos levantamentos periciais.

A tragédia também reacendeu discussões sobre as dificuldades enfrentadas por pacientes que precisam percorrer longas distâncias para receber atendimento especializado. O deslocamento de moradores do interior para centros hospitalares maiores faz parte da rotina de diversas famílias paraibanas, especialmente nos casos de tratamentos de maior complexidade.

A morte da criança amplia as consequências de um dos acidentes rodoviários mais graves registrados recentemente no estado. Enquanto familiares e amigos enfrentam o luto, as autoridades continuam trabalhando para esclarecer as causas da colisão.

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