Hugo Motta defende derrubada de veto de Lula a projeto sobre penas por golpe de Estado

Proposta pode impactar condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (17) que espera a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei que trata da redução de penas para condenados por crimes relacionados a golpe de Estado.

A declaração foi dada em entrevista à GloboNews. Segundo Motta, a medida seria importante para “virar essa página” na política nacional.

Projeto altera regras de aplicação de penas

O projeto, aprovado pelo Congresso em dezembro, propõe mudanças na dosimetria das penas para crimes como golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito.

Pelo texto, essas penas não devem ser aplicadas de forma cumulativa quando estiverem inseridas no mesmo contexto, devendo prevalecer a punição mais grave, com acréscimo de um sexto à metade.

Além disso, a proposta prevê redução de pena de um a dois terços para casos de tentativa desses crimes quando praticados em contexto de multidão, além de flexibilizar regras para progressão de regime.

Impacto pode alcançar condenados e investigados

A proposta pode influenciar diretamente condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro e outros processos em curso. Entre os possíveis beneficiados estaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar, dependendo da interpretação da lei.

Congresso deve analisar veto no fim do mês

A análise do veto presidencial foi marcada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para o dia 30 de abril, após pressão de parlamentares.

O veto de Lula foi integral, cabendo agora ao Congresso decidir se mantém ou derruba a decisão.

Tema gera tensão entre poderes

Para Hugo Motta, o projeto pode ajudar a reduzir tensões institucionais entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a debates sobre as punições aplicadas.

O parlamentar avalia que o tema provocou uma crise institucional prolongada e que a revisão das penas pode contribuir para encerrar esse ciclo de conflitos políticos.

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