Zona Azul pede fim de ação contra tarifa em João Pessoa

Empresa defende legalidade da Tarifa de Pós-Utilização e sustenta que arrecadação não cobre os custos da operação em João Pessoa.

A concessionária responsável pela operação da Zona Azul Digital em João Pessoa solicitou à Justiça a extinção da ação popular que questiona a Tarifa de Pós-Utilização (TPU) e dispositivos da legislação municipal que regulamentam o sistema de estacionamento rotativo na Capital.

O pedido foi apresentado pela Estacionamento Rotativo João Pessoa SPE Ltda., em contestação protocolada no último dia 7 de julho.

Empresa questiona ação popular

Na manifestação encaminhada à Justiça, a concessionária argumenta que a ação popular não é o instrumento jurídico adequado para discutir a constitucionalidade das normas municipais que disciplinam a Zona Azul Digital.

Segundo a empresa, esse tipo de debate deve ocorrer por meio das ações específicas previstas para o controle de constitucionalidade.

Concessionária alega prejuízo financeiro

A empresa também informou que a operação do sistema registra déficit financeiro.

De acordo com a defesa, entre fevereiro de 2025 e junho de 2026, a concessionária acumulou resultado negativo superior a R$ 6,2 milhões, enquanto a arrecadação no mesmo período foi de aproximadamente R$ 3,6 milhões.

Ainda conforme a empresa, os 89,5% da receita bruta destinados à concessionária são utilizados para custear:

  • investimentos na operação;
  • infraestrutura tecnológica;
  • sinalização viária;
  • despesas operacionais;
  • pagamento de tributos;
  • manutenção do sistema;
  • pagamento da outorga ao Município de João Pessoa.

A defesa afirma ainda que foi necessário receber aportes financeiros das empresas controladoras para garantir a continuidade da prestação do serviço.

Defesa da Tarifa de Pós-Utilização

Sobre a Tarifa de Pós-Utilização (TPU), a concessionária sustenta que a cobrança possui natureza tarifária e tem como finalidade permitir a regularização do uso da vaga antes da caracterização de uma infração de trânsito.

Segundo a empresa, o mecanismo não substitui a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização do estacionamento rotativo, funcionando apenas como uma alternativa de regularização prevista no modelo de operação do sistema.

A ação segue em tramitação na Justiça, que ainda analisará os argumentos apresentados pelas partes antes de decidir sobre o pedido de extinção do processo.

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