A indefinição da primeira-dama de Campina Grande, Juliana Cunha Lima, sobre uma possível candidatura a vice-governadora na chapa liderada pelo senador Efraim Filho (PL) tem intensificado as articulações nos bastidores da oposição paraibana e aumentado a pressão por uma definição antes do período de convenções partidárias.
De acordo com interlocutores ligados ao grupo político, a demora na decisão tem provocado desconforto entre aliados do senador, que defendem a escolha de outro nome para compor a chapa majoritária caso a indefinição permaneça.
Nos bastidores, a avaliação predominante é de que Juliana Cunha Lima dificilmente integrará a composição eleitoral. Apesar disso, nenhuma decisão oficial foi anunciada até o momento.
As especulações ganharam força após a ausência do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), e da primeira-dama na inauguração do diretório municipal do PL, realizada nesta quarta-feira (22). Em entrevista ao jornalista Felipe Nunes, da Rádio CBN, Bruno informou que está viajando com a família e, por esse motivo, não participou do evento.
Segundo aliados do prefeito, a gravidez de Juliana Cunha Lima e a escolha do empresário Diogo Cunha Lima para ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), são fatores que dificultam uma eventual candidatura da primeira-dama ao lado de Efraim Filho.
Embora Bruno Cunha Lima mantenha o apoio político ao senador na disputa pelo Governo da Paraíba, ainda não há qualquer confirmação sobre a participação de Juliana na composição da chapa.
Diante do cenário de incerteza, Efraim Filho já analisa alternativas para a vaga de vice-governador. Entre os nomes que circulam nas discussões internas estão o empresário José Carneiro, filiado ao Novo, representantes do segmento evangélico e outras lideranças políticas de Campina Grande, que poderão integrar a chapa nas eleições de 2026.




