Exposição imersiva sobre Pedro Américo segue em cartaz em João Pessoa até sexta-feira

Mostra gratuita utiliza projeções em 3D e inteligência artificial para apresentar a trajetória e as obras do artista paraibano

A exposição imersiva “Pedro Américo, o Pintor do Brasil” segue aberta ao público até a próxima sexta-feira (11), no Espaço Luzzco, localizado no bairro do Altiplano, em João Pessoa. A visitação é gratuita e acontece diariamente das 14h às 20h.

Para participar, os interessados devem retirar previamente o ingresso por meio da plataforma Sympla.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Ciência e Tecnologia da Prefeitura de João Pessoa, a Agência de Inovação de João Pessoa (Inovatec-JP) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O projeto propõe uma experiência tecnológica e multissensorial para aproximar o público da história e da produção artística de Pedro Américo de Figueiredo e Melo, um dos principais nomes das artes plásticas brasileiras.

Coordenado pelo professor doutor Carlos Dowling, da UFPB, o projeto combina educação, cultura, ciência e tecnologia. A proposta é apresentar diferentes aspectos da trajetória do artista paraibano, desde sua formação até a criação de algumas de suas obras mais conhecidas.

O percurso da exposição é dividido em quatro salas, com projeções tridimensionais e recursos de inteligência artificial. Na primeira etapa, os visitantes conhecem a história de algumas telas de Pedro Américo por meio de uma instalação visual. Em seguida, uma representação do próprio artista apresenta detalhes de sua vida e trajetória.

Outro espaço é dedicado à obra “Independência ou Morte”, popularmente conhecida como “O Grito do Ipiranga”, uma das pinturas históricas mais famosas do país. A experiência também aborda o processo de composição da obra e o episódio da Independência do Brasil retratado na tela.

Na última sala, imagens de diferentes trabalhos do pintor são projetadas em um ambiente imersivo, acompanhado por uma narrativa que aborda temas como democracia e soberania nacional. Durante a visita, o público também tem a sensação de interagir diretamente com uma representação digital de Pedro Américo.

A ambientação é complementada por músicas inspiradas no período histórico retratado. A trilha sonora e os desenhos utilizados na exposição foram desenvolvidos pelos professores da UFPB Eli-Eri Moura e Marcílio Onofre. O trabalho reuniu profissionais das áreas de roteiro, pesquisa, arte, tecnologia e som.

Segundo a organização, o projeto também busca estimular o desenvolvimento científico e tecnológico e fortalecer iniciativas ligadas à educação, à cultura, ao turismo e à inovação em João Pessoa.

Nascido em Areia, no Brejo paraibano, em 1843, Pedro Américo de Figueiredo e Melo se destacou como pintor, desenhista, escritor, professor, cientista e político. Ainda jovem, demonstrou talento para o desenho e participou de uma expedição científica pelo Nordeste antes de seguir sua formação na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

Posteriormente, aperfeiçoou seus estudos na Europa, especialmente na França, e se consolidou como um dos principais artistas brasileiros do século XIX. Entre suas obras mais conhecidas estão “Independência ou Morte”, “Batalha do Avaí”, “Tiradentes Esquartejado”, “A Carioca” e “A Rabequista Árabe”.

Além da produção artística, Pedro Américo também publicou livros, atuou como professor e exerceu mandato político. O artista morreu em 7 de outubro de 1905, em Florença, na Itália, deixando uma obra que permanece como referência para a cultura e a história da arte brasileira.

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