Bancários da Paraíba avaliam paralisação de 24 horas após impasse sobre reajuste salarial

Categoria reivindica reajuste de aproximadamente 9% e fará assembleia na segunda-feira (17); paralisação pode ocorrer na quarta (19)

O Sindicato dos Bancários da Paraíba anunciou uma mobilização da categoria após uma reunião com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) terminar sem uma proposta de reajuste salarial nessa quinta-feira (13). Os trabalhadores realizarão uma assembleia virtual na próxima segunda-feira (17) para avaliar, entre outras medidas, uma paralisação de 24 horas na quarta-feira (19).

Segundo o presidente do sindicato, Lindonjhonson Almeida, havia a expectativa de que os representantes dos bancos apresentassem um índice de reajuste durante a negociação, o que não ocorreu.

De acordo com o dirigente, a Fenaban apresentou a possibilidade de discutir percentuais diferentes de acordo com as faixas salariais, com reajustes maiores para quem recebe menos e índices menores para os trabalhadores com salários mais elevados.

A proposta é rejeitada pelo sindicato, que defende um reajuste para toda a categoria e se posiciona contra diferenciações entre funções ou entre funcionários de bancos públicos e privados.

“Nós não vamos aceitar dividir a categoria. A gente está numa campanha nacional e vamos sempre defender a categoria, independentemente do nível. Se é gerente, se é escriturário, se é caixa, nós vamos sempre defender essa categoria”, afirmou Lindonjhonson.

Bancários reivindicam reajuste de cerca de 9%

Entre as principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores está a reposição da inflação, estimada entre 4,3% e 4,4%, acrescida de 5% de ganho real. Com isso, o reajuste reivindicado fica em aproximadamente 9%.

O percentual também é defendido para o piso salarial. Segundo Lindonjhonson, a Fenaban teria apresentado a possibilidade de manutenção do piso sem reajuste, condição que também é rejeitada pelo sindicato.

“Nós estamos reivindicando a reposição da inflação, que hoje dá em torno de 4,3%, 4,4%, e mais um ganho real de 5%. É o que nós estamos pedindo para todos, tanto para o piso salarial como também para o reajuste”, declarou.

Para o presidente da entidade, os resultados financeiros registrados pelo setor bancário justificam a concessão de ganho real aos trabalhadores.

Assembleia pode aprovar paralisação

A assembleia virtual está marcada para segunda-feira (17). Os bancários deverão participar da votação por meio do sistema disponibilizado pela entidade.

Após a votação, uma plenária virtual deverá discutir o resultado e definir os próximos passos da mobilização.

Na terça-feira (18), está prevista uma nova rodada de negociação entre os representantes dos trabalhadores e dos bancos. Caso não haja avanço e a paralisação seja aprovada pela categoria, os bancários deverão cruzar os braços por 24 horas na quarta-feira (19).

Greve por tempo indeterminado não é descartada

O movimento poderá avançar para uma greve por tempo indeterminado caso as próximas negociações terminem novamente sem acordo.

“Se houver intransigência, nós vamos ter uma rodada de negociação novamente dia 18. Se continuar com a intransigência dos bancos, nós vamos lançar uma greve por tempo indeterminado”, afirmou Lindonjhonson.

Dessa forma, a definição sobre a paralisação dependerá da votação dos trabalhadores na segunda-feira e do andamento da nova negociação prevista para terça.

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