Lotep e Polícia Civil intensificam combate aos jogos ilegais na Paraíba

Operações realizadas em diferentes regiões do Estado miram pontos de exploração ilegal e também estruturas usadas para montagem, armazenamento e comercialização dos equipamentos

A atuação conjunta entre a Loteria do Estado da Paraíba (Lotep) e a Polícia Civil da Paraíba resultou na apreensão de mais de 400 máquinas utilizadas ilegalmente na exploração de jogos de azar nos últimos dois anos. As ações foram realizadas em diferentes municípios e contam também com apoio da Polícia Militar da Paraíba (PMPB).

As operações alcançaram, além de João Pessoa, cidades como Santa Rita, Bayeux, Mamanguape, Rio Tinto, Mataraca, Itapororoca, Guarabira, Belém, Alagoinha, Cacimba de Dentro, Mari e Sapé. As ações envolvem fiscalização, investigação e repressão às atividades consideradas ilegais.

A operação mais recente ocorreu na semana passada e terminou com sete pessoas presas e 19 máquinas de jogos de azar apreendidas, além de outros materiais que passaram a integrar as investigações da Polícia Civil.

A cooperação entre a Lotep e os órgãos de segurança pública é formalizada por meio de um acordo que prevê intercâmbio de informações e atuação conjunta. Enquanto a Polícia Civil conduz as investigações e as ações de repressão, a Lotep oferece suporte técnico e fiscalizatório dentro de suas atribuições, inclusive na identificação e análise dos equipamentos.

Em março deste ano, uma operação da Polícia Civil desarticulou, no bairro de Tibiri, em Santa Rita, um depósito utilizado para montagem e comercialização clandestina de máquinas. Na ação, 88 equipamentos foram apreendidos com apoio técnico da Lotep. As investigações apontaram que as máquinas seriam posteriormente vendidas para estabelecimentos interessados em explorar os jogos de forma irregular.

Outras operações também resultaram em apreensões significativas. Em dezembro de 2025, uma ação conjunta em Santa Rita retirou 17 máquinas de circulação. Já em maio do mesmo ano, uma força-tarefa realizada no Brejo paraibano apreendeu 36 equipamentos em 17 estabelecimentos localizados nos municípios de Guarabira, Belém, Alagoinha, Itapororoca e Cacimba de Dentro. Em João Pessoa, uma operação realizada em fevereiro de 2025 resultou na apreensão de nove máquinas.

Segundo as instituições envolvidas, o trabalho não se concentra apenas nos estabelecimentos onde os equipamentos são utilizados. As investigações também buscam identificar depósitos e estruturas responsáveis pela montagem, armazenamento e comercialização clandestina das máquinas.

Núcleo de Operações Lotéricas amplia fiscalização

Criado pela Lotep em 2024, o Núcleo de Operações Lotéricas (NOL) passou a concentrar ações de fiscalização, monitoramento e integridade das atividades lotéricas no Estado. O núcleo também atua na integração técnica entre a autarquia e os órgãos de segurança pública, utilizando recursos de análise de dados, tecnologia e inteligência.

A cooperação foi formalizada pelo Termo de Protocolo nº 0001/2025, firmado entre a Lotep e a Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SESDS), por meio da Polícia Civil, e publicado em junho de 2025. O acordo tem vigência de 60 meses e prevê cooperação técnica e operacional, compartilhamento de informações, dados e tecnologias.

Entre os mecanismos previstos estão ferramentas de análise preditiva e inteligência artificial para identificação de possíveis anomalias financeiras. As informações também podem subsidiar investigações relacionadas a infrações e crimes como fraude e lavagem de dinheiro.

Para o superintendente da Lotep, Francisco Petrônio de Oliveira Rolim, a integração entre os órgãos amplia a capacidade de fiscalização e repressão às atividades clandestinas. Segundo ele, a Polícia Civil contribui com a investigação e repressão, enquanto a Lotep oferece conhecimento técnico, fiscalização e inteligência especializada sobre o setor lotérico.

Após as apreensões, os equipamentos seguem os procedimentos legais e periciais determinados para cada caso. As máquinas permanecem armazenadas em depósitos sob custódia do Governo da Paraíba, aguardando decisão judicial sobre a destinação dos equipamentos, incluindo a possibilidade de destruição.

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